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Repensando a vida

Repensando a Vida
Neide Salles

Repensar a vida consiste em rever valores.
Receber o inevitável serenamente,
Depositar ao leito do regato antigos pudores,
Aceitar o que a vida nos reserva inteiramente.
É existir sem temor de ser feliz.
É padecer e abrigar a angústia da alma
Tendo ciência que somos meros aprendizes.
Intentar não perecer, mantendo a calma.
Rebuscando meu baú encontrei registros
Induziram-me a repensar quantos atos impensados.
De que adiantou tanta vigilância? Tudo era sinistro.
Não tive muitas opções, aceitei meus fardos.
O temor... a dor foi inevitável.
Girei entre a loucura e a sanidade,
Gritei por paz, por amor inesgotável.
Repensando a vida... grito por serenidade.
Imagem: Quadro de Salvador Dali - Solitude, 1931

O moço velho

O moço velho (1973)
Roberto Carlos
Composição de Silvio César

Eu sou um livro aberto sem histórias
Um sonho incerto sem memórias
Do meu passado que ficou

Eu sou um porto amigo sem navios
Um mar, abrigo a muitos rios
Eu sou apenas o que sou

Eu sou um moço velho
Que já viveu muito
Que já sofreu tudo
E já morreu cedo

Eu sou um velho moço
Que não viveu cedo
Que não sofreu muito
Mas não morreu tudo

Eu sou alguém livre
Não sou escravo e nunca fui senhor
Eu simplesmente sou um homem
Que ainda crê no amor

Eu sou um moço velho
Que já viveu muito
Que já sofreu tudo
E já morreu cedo

Eu sou um velho, um velho moço
Que não viveu cedo
Que não sofreu muito
Mas não morreu tudo

Eu sou alguém livre
Não sou escravo e nunca fui senhor
Eu simplesmente sou um homem
Que ainda crê no amor

Copyright © 1973 Irmãos Vitale

Álbum: A Cigana, 1973

Assim a vida nos afeiçoa

Assim a vida nos afeiçoa
Manuel Bandeira

Se fosse dor tudo na vida,
Seria a morte o sumo bem.
Libertadora apetecida,
A alma dir-lhe-ia, ansiosa: - Vem!
...
E a vida vai tecendo laços,
Quase impossíveis de romper:
Tudo que amamos são pedaços
vivos de nosso próprio ser

A vida assim nos afeiçoa,
Prende. Antes fosse toda fel!
Que ao mostrar às vezes boa,
Ela requinta em ser cruel...

Martha Medeiros

"Pedaços de mim"
Martha Medeiros

Eu sou feito de
Sonhos interrompidos
detalhes despercebidos
amores mal resolvidos

Sou feito de
Choros sem ter razão
pessoas no coração
atos por impulsão

Sinto falta de
Lugares que não conheci
experiências que não vivi
momentos que já esqueci

Eu sou
Amor e carinho constante
distraída até o bastante
não paro por instante

Tive noites mal dormidas
perdi pessoas muito queridas
cumpri coisas não-prometidas

Muitas vezes eu
Desisti sem mesmo tentar
pensei em fugir,para não enfrentar
sorri para não chorar

Eu sinto pelas
Coisas que não mudei
amizades que não cultivei
aqueles que eu julguei
coisas que eu falei

Tenho saudade
De pessoas que fui conhecendo
lembranças que fui esquecendo
amigos que acabei perdendo
Mas continuo vivendo e aprendendo.

Um Natal para reflexão

Um Natal para reflexão
Texto publicado na Revista Veja - Ponto de vista: Lya Luft.
Edição 1988. 27 de dezembro de 2006.

"No reduto de nossa casa, dos abraços sinceros, das memórias comovidas, dos bons projetos e do derradeiro otimismo, este é um Natal para repensar muita coisa”.

Há dois Natais em cada um de nós: o que sonha e o que sofre, o que concilia e o que corrói, o que se aflige e o que celebra, o que descrê e o que espera, o que cobre a cabeça para não ver e o que fala alto, claro e com fervor. Por acaso – eu, que pouco acredito em acasos – esta coluna vai sair na véspera da véspera de Natal: tema espinhoso, pois há os que cultuam, os que detestam, os que ignoram, os que ficam melancólicos, e todos precisam ser respeitados, todos no mesmo barco da alegria ou do susto, e da geral perplexidade sobre o que fazer, como fazer, quando começar a fazer. Fazer o quê? Refletir, mudar, gritar, amar, comprar ou vender, esperar, talvez morrer. Escrever, no meu caso. Sobre mim, sobre o mundo, sobre este estranho país de contrastes, de desencontros e desencantos, de rala e rara esperança.

Não aprecio a torre de marfim da estética e da emoção, em que se pretende que a realidade não nos diga respeito: diz respeito, sim, pois acredito que cada cidadão é senhor, é mestre em assuntos de seu país. Tem o doutorado da dura experiência, das contas a pagar, do emprego a conseguir, dos líderes cínicos e decepcionantes, dos filhos a criar, da saúde a desejar, da esperança a manter, apesar de tudo. No território da realidade concreta, aparentemente nossa resignação precisa começar a criar seus limites: bom presente de Natal para cada pessoa que pensa. Bradar em vez de sussurrar; olhar de frente em lugar de se esconder.

Andamos demais acomodados, todo mundo reclamando em voz baixa como se fosse errado indignar-se. Sem ufanismo, que dele estou cansada, sem dizer que este é um país rico, de gente boa e cordata, com natureza (a que sobrou) belíssima e generosa – sem fantasiar nem botar óculos cor-de-rosa que o momento não permite, eu me pergunto o que anda acontecendo com a gente. Tenho medo disso que nos tornamos ou em que estamos nos transformando, achando bonita a ignorância eloqüente, engraçado o cinismo bem-vestido, interessante o banditismo arrojado, normal o abismo em cuja beira nos equilibramos – não malabaristas, mas palhaços.

Saúde, educação, cultura, estradas, ferrovias, aviação estão numa decadência nunca vista, sem falar na honradez de nossos homens públicos. Líderes mentem e se desmentem, acobertam-se, insultam-se, à vista de todos se comprometem com a corrupção e os mais variados escândalos! Tudo normal, como o império macabro da violência que nos faz correr nas ruas feito ratos amedrontados, fechados em casa à noite devido à guerra civil, felizes se nenhuma das pessoas que amamos foi assaltada e morta naquele dia.

Dormimos no chão dos aeroportos, contentes quando nosso avião afinal chega salvo ao seu destino, enquanto se fazem mais cortes nesse setor e em muitos outros, para poder pagar o fantástico salário de deputados e senadores: as coisas por aqui são assim mesmo, por que se incomodar?

Tudo isso, e muito mais, acontecer com tamanha naturalidade é péssimo sinal. Mas como nem tudo são horrores, também existem os amigos que não nos decepcionam, os amores que nos fundamentam, os batalhadores e os idealistas, os conciliadores que nos fazem acreditar em harmonia mais do que em desagregação e rancor, no futuro mais do que no duvidoso presente. Houve no público e no pessoal realizações e até decência, e é bom lembrar disso para que a gente recupere a vergonha, abra braços mais generosos, endireite a espinha da dignidade e adoce a voz de todos os amores.

Para os que acreditam e os que apenas gostariam de acreditar em alguma religião, em algumas pessoas, em alguma nobreza, em alguma esperança, em si mesmos ou em sua família, este é um momento de parar, pensar, escutar e enxergar dentro e além dos limites pessoais e dos fatos com os quais corremos o perigo de nos resignar. No reduto de nossa casa, dos abraços sinceros, das memórias comovidas, dos bons projetos e do derradeiro otimismo, este é um Natal para repensar muita coisa, e prestar mais atenção no que está havendo dentro e fora de nós: indagando, de verdade, em que pessoas estamos nos tornando, que futuro estamos preparando, que país, que ordem, que progresso, que bem-estar, que segurança, que esperanças criamos neste quase fim de 2006.
Ilustração Atômica Studio

Sonhos e Milagres

Sonhos e Milagres
Floriano Serra

Acredite: tudo é possível para quem pratica o milagre de ainda sonhar.

Para que você me entenda, eu só preciso que você acredite que sonhar é bom e que milagres existem.

Eu só preciso que você acredite que, porque estamos nos aproximando do Natal, coisas maravilhosas acontecem quando e de quem a gente menos espera. Tudo o que você tem a fazer é acreditar que sonhar é bom e que milagres existem – principalmente em dezembro, que é o mês do Natal.

Acredite que durante todo o mês de dezembro, ao chegar no trabalho, você vai ser recebido pelos colegas com os braços abertos e um largo e sincero sorriso estampado no rosto de cada um deles.

Acredite que até os colegas mau-humorados vão descobrir o prazer da gargalhada e, a partir de dezembro, vão tentar recuperar o tempo perdido de cara feia.

Acredite que, em dezembro, seu chefe vai lhe dar um feedback bastante sincero e altamente motivador a respeito do seu desempenho, com muitas palavras de estímulo e nenhuma de crítica ou de ironia.

Acredite que, nas organizações, em dezembro, o preconceito será coisa do passado e ninguém deixará de ser aceito numa empresa por causa da idade, da cor, do sexo ou da aparência.

Também acredite que, em dezembro, a você será permitido administrar seu tempo de forma a que você equilibre trabalho com vida pessoal e, assim, possa desfrutar mais da família e dos amigos, sem prejuízo da sua produtividade.

Em dezembro, sua auto-estima no trabalho será intocável em qualquer empresa em que você esteja. E, assim, você será tratado com o merecido respeito, justiça e afetividade. Justamente por isso, no mês de dezembro, lágrimas no trabalho só acontecerão se nascidas de boas emoções. Acredite nisso.

Neste mês de dezembro, todos os profissionais de todas as empresas e de todos os níveis hierárquicos dar-se-ão as mãos e, de uma vez por todas, provarão ao mercado que é possível um trabalho de equipe movido pela alegria e pela fraternidade – que alguns chamarão de motivação.

Talvez o maior milagre dentre todos os maravilhosos milagres que acontecerão no mês de dezembro, será a descoberta que as pessoas e empresas farão quanto ao verdadeiro sentido da vida e do trabalho. Descobrirão, em dezembro, que vida e trabalho têm uma razão muito maior de ser, um transcendente propósito de vida, muito mais significativo que o simples mecanismo de produzir e vender bens e serviços.

E se você estiver desempregado em dezembro, não se desespere. O desespero nunca ofereceu melhores soluções que a perseverança e a fé. As coisas acontecem na hora certa para cada pessoa, ainda que às vezes pareçam estar demorando demais para acontecer. Acredite firmemente que em algum lugar há uma nova missão à sua espera e que em breve você será chamado.

Enfim, se você acredita mesmo que sonhar é bom e que milagres existem, faça a sua parte para que esses sonhos se realizem e para que esses milagres aconteçam.

Não importa o que, onde e quanto você poderá fazer, mas certamente, em dezembro, algo você poderá fazer, à sua maneira e dentro das suas possibilidades.

Juntos, poderemos provar que sonhos e milagres podem acontecer nas empresas todos os dias do ano – e não só em dezembro, porque é Natal. Basta que cada um de nós transforme em Natal todos os dias do ano, em todos os meses, ainda que o calendário insista em nos dizer que é Páscoa, São João ou Carnaval.

Acredite: tudo é possível para quem pratica o milagre de ainda sonhar.

Floriano Serra é psicólogo, diretor de RH e Qualidade de Vida da APSEN Farmacêutica, autor do livro “A Terceira Inteligência” (Butterfly Editora).
E-mail:
florianoserra@terra.com.br

Idade Rabugenta e Juventude

Idade Rabugenta e Juventude
William Shakespeare

Idade rabugenta e juventude não podem viver juntas:
Juventude é cheia de prazer, idade é cheia de cuidados;

Juventude gosta das manhãs de verão, envelheça como tempo de inverno,
Juventude gosta de verão valente, a idade gosta de invernos desguarnecidos:

Juventude está cheia de esportes, a respiração da idade é pequena;
Juventude é ágil, idade é manca:

Juventude é impetuosa e audaz, idade é fraca e fria,
Juventude é selvagem, e idade é dócil.

Idade, eu te detesto, juventude, eu te adoro;
O! meu amor, meu amor é jovem: idade, eu te desafio:

O! doce pastor, apresse-te,
Pois creio que permanecestes tempo demais.

As Chuvas dos Olhos

"Tens o direito de chorar, mas mesmo entre lágrimas não tens o direito de renunciar à alegria."

Michel Quoist


As Chuvas dos Olhos
Chove.
Na fonte das águas, chove.
Na fronte das lágrimas do pretérito calado.
Lavando a chuva dos olhos cansados.
Chovendo nos mares, nos mares amados.”
Há quanto tempo você não chora?
Há quanto tempo seus olhos não são inundados por lágrimas, por estas pequenas gotas que parecem nascer em nosso coração? Há quanto tempo?
Assim como o fenômeno natural da precipitação atmosférica, a chuva, realiza o trabalho de purificar a terra, a água e o ar, também nossas lágrimas têm tal função.
A de limpar nosso íntimo, a de externar nossas emoções, sejam elas de alegria ou de pesar.
Precisamos aprender a expressar nossos sentimentos.
Nossa cultura possui conceitos arraigados, como o de que “homem não chora”, ou que “é feio chorar”, que surgem em nossas vidas desde quando crianças, na educação familiar, e acabam por internalizarem-se em nossa alma, continuando a apresentar manifestações na vida adulta.
Sejamos homens ou mulheres na Terra, saibamos que todos rumamos para a busca da sensibilidade, do autodescobrimento, e da expressão de nossos sentimentos.
Tudo que deixarmos guardado virá à tona, cedo ou tarde.
Se forem bons os sentimentos contidos, estaremos perdendo uma oportunidade valiosa de trazê-los ao mundo, melhorando nossas relações com o próximo e conosco mesmo.
Se forem sentimentos desequilibrados, estaremos perdendo a chance de encará-los, de analisá-los, e de tomar providências para que possam ser erradicados de nosso interior.
As barreiras que nos impedem de nos emocionar, de chorar, são muitas vezes as mesmas que nos fazem pessoas fechadas e retraídas.
Barreiras que carecemos romper, para que nossos dias possam ser mais leves, mais limpos, como a atmosfera que recebe a água da chuva, e nela encontra sua purificação.
As chuvas dos olhos fazem um bem muito grande.
Desabafar, colocar para fora o que angustia nosso íntimo, ou o que lhe dá alegria, é um exercício precioso. Um hábito salutar.
Dizer a alguém o quanto o amamos, quando este sentimento surgir em nosso coração – mesmo sem um motivo especial -, será sempre uma forma de fortalecimento de laços.
De construção de uma união mais feliz, e principalmente, um recurso para elevarmos nossa auto-estima, nosso auto-amor.

* * *

Deus nos concedeu a chuva para regar os campos, para tornar mais puro o ar.
Também nos presenteou com as lágrimas, para que as nossas paisagens íntimas pudessem ser regadas, e para que os ares do Espírito encontrassem a pureza.

Autor: Redação do Momento Espírita.
http://www.reflexao.com.br/mensagem_ler.php?idmensagem=539

Um Natal Diferente

Um Natal diferente
Sílvia Schmidt

Eu te desejo um Natal diferente.

Que os abraços apertados não sejam questão de
data, mas de sinceridade e de transparente amor.

Que os presentes dados e recebidos não contenham obrigação,
mas leveza de coração.

Que as bênçãos da meia-noite não dependam de 1 minuto,
mas que venham para a vida toda.

Que a ceia não seja só de alimentos com bom tempero,
mas que tenha muitas pitadas de bons pensamentos.

Que a família, por maior ou menor que seja,
não apenas celebre a data com os melhores vinhos,
mas que celebre também os sagrados laços de sangue.

Que a árvore não esteja predestinada a ser lançada ao lixo
após as Festas, mas que seja tão bem conservada quanto as
mais verdes esperanças.

Que o presépio não só represente o nascimento de Jesus,
mas também o renascimento da criança amorosa e inocente
que ainda vive em ti.

Eu te desejo um Natal diferente, e esse desejo vai a ti como
um presente.

FELIZ NATAL!

Chaplin

Quando me amei de verdade

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância , eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome...Auto-estima.

Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é...Autenticidade.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de...Amadurecimento.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada , inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é...Respeito.

Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável...
Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo.
De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama...Amor-próprio.

Quando me amei de verdade , deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos , abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é...Simplicidade.

Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a...Humildade.

Quando me amei de verdade , desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro . Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez.
Isso é...Plenitude.

Quando me amei de verdade , percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é...Saber viver!!!

Charles Chaplin

O pensamento de Sócrates

O Pensamento de Sócrates

"Nada aprenderam de mim, senão o que já sabiam por si mesmos".

"Penso que não ter necessidades é coisa divina".

"Apresento um testemunho suficiente da verdade do que digo: a minha pobreza".

"Do que há de realmente honesto e belo, nada concedem os deuses aos homens, sem sacrifício e diligência".

"Por toda parte, eu vou persuadindo a todos, a não se preocuparem com riquezas e com o corpo, como se deve preocupar com a alma".

"Achei que me convinha mais correr perigo com o que era justo, que, por medo da morte e do cárcere, concordar com o injusto".

"Ninguém sabe se a morte não é o maior bem dos homens, entretanto, todos a temem como se soubessem que é o maior dos males".

"Sou cidadão do mundo".

Céu e Inferno Íntimos

Conta-se que um dia um samurai, grande e forte, conhecido pela sua índole violenta, foi procurar um sábio monge em busca de respostas para suas dúvidas.
- Monge, disse o samurai com desejo sincero de aprender, ensina-me sobre o céu e o inferno.
O monge, de pequena estatura e muito franzino, olhou para o bravo guerreiro e, simulando desprezo, lhe disse:
- Eu não poderia ensinar-lhe coisa alguma, você está imundo. Seu mau cheiro é insuportável.
- Ademais, a lâmina da sua espada está enferrujada. Você é uma vergonha para a sua classe.
O samurai ficou enfurecido. O sangue lhe subiu ao rosto e ele não conseguiu dizer nenhuma palavra, tamanha era sua raiva.
Empunhou a espada, ergueu-a sobre a cabeça e se preparou para decapitar o monge.
- "Aí começa o inferno", disse-lhe o sábio mansamente.
O samurai ficou imóvel. A sabedoria daquele pequeno homem o impressionara. Afinal, arriscou a própria vida para lhe ensinar sobre o inferno.
O bravo guerreiro abaixou lentamente a espada e agradeceu ao monge pelo valioso ensinamento.
O velho sábio continuou em silêncio.
Passado algum tempo o samurai, já com a intimidade pacificada, pediu humildemente ao monge que lhe perdoasse o gesto infeliz.
Percebendo que seu pedido era sincero, o monge lhe falou:
- "Aí começa o céu".
Para nós, resta a importante lição sobre o céu e o inferno que podemos construir na própria intimidade.
Tanto o céu quanto o inferno, são estados de alma que nós próprios elegemos no nosso dia-a-dia.
A cada instante somos convidados a tomar decisões que definirão o início do céu ou o começo do inferno.
É como se todos fôssemos portadores de uma caixa invisível, onde houvesse ferramentas e materiais de primeiros socorros.
Diante de uma situação inesperada, podemos abri-la e lançar mão de qualquer objeto do seu interior.
Assim, quando alguém nos ofende, podemos erguer o martelo da ira ou usar o bálsamo da tolerância.
Visitados pela calúnia, podemos usar o machado do revide ou a gaze da autoconfiança.
Quando injúria bater em nossa porta, podemos usar o aguilhão da vingança ou o óleo do perdão.
Diante da enfermidade inesperada, podemos lançar mão do ácido dissolvente da revolta ou empunhar o escudo da confiança.
Ante a partida de um ente caro, nos braços da morte inevitável, podemos optar pelo punhal do desespero ou pela chave da resignação.
Enfim, surpreendidos pelas mais diversas e infelizes situações, poderemos sempre optar por abrir abismos de incompreensão ou estender a ponte do diálogo que nos possibilite uma solução feliz.
A decisão depende sempre de nós mesmos.
Somente da nossa vontade dependerá o nosso estado íntimo.
Portanto, criar céus ou infernos portas à dentro da nossa alma, é algo que ninguém poderá fazer por nós.

Autor: Equipe do site www.momento.com.br, com base em conto popular.

Discurso do Universo

Discurso do Universo
Por Paulo Roberto Gaefke

Já que cada um tem a sua "história", ouça a de todos que se aproximam de você sem pré-julgar, pois a mesma medida que usar, com ela será julgado.

Enquanto caminha pela Terra, aproxime-se das pessoas, não tenha medo de doar o seu amor, nem perca tempo imaginando que vai sofrer ou vai ser rejeitado, por amor tudo vale a pena.

Serenize! Cuide do seu espírito e renove-se através da meditação e do tempo que puder dispor para pensar em suas atitudes. Muitas de nossas dores nascem do medo e da apreensão que nós mesmos criamos, frutos da nossa solidão e da expectativa demasiada que colocamos em pessoas e fatos.

Um dia de cada vez!Seja o seu falar sereno. Não se exalte, o primeiro prejudicado é sempre você. No meio do turbilhão de problemas, procure ficar na superfície, como náufrago no mar, que deve sempre manter a calma para boiar. E se a sua vida lembra um mar revoltado, se não há nada a fazer, respire fundo, relaxe e deixe-se boiar. O nervosismo apenas te levará mais rapidamente para o fundo do mar.

Seja o melhor amigo dos seus amigos, não importa o que eles venham fazer. Importa saber que eles podem contar com você e com certeza, um deles irá estender a mão na hora que mais precisar.

Cultive a saúde!
Onde puder ir andando, caminhe feliz.
O que for excesso, descarte.Crie regras e horários, seja disciplinado com o seu bem maior.
Cuide da sua vida como quem cuida de um tesouro.

Por fim, para que a paz habite a sua casa, transforme o lugar onde mora em um santuário. Tenha e exija respeito pela lugar que abriga a sua família, mesmo que por enquanto seja só você. Ao entrar em casa, aja como se estivesse entrando em uma igreja, fale baixo, evite músicas que são verdadeiros atentado aos ouvidos, filmes que sangram até no título, brigas e discussões desnecessárias.

E por onde andar, espalhe sementes amorosas do seu coração. Pequenas gentilezas que todos podem oferecer. Cuidados que todos podem ter, com as ruas, com os rios, mares, fauna e natureza como um todo, que merecem acima de tudo, o seu respeito. O mesmo respeito que você espera receber de todos.

Que você possa descobrir que é a parte principal desse grande Universo, que te saúda neste dia, trazendo a paz, o amor e a esperança para habitar na sua vida."O Universo é a perfeição, espelho de Deus, que nesse instante reflete o seu rosto.

"Seja feliz!

Ansiedade

Ansiedade
Se por um motivo muito grave você ficar em estado de ansiedade, 
faça um teste, deixe a ansiedade subir, subir, subir, até o limite máximo, até onde você não pode mais suportar. 
Neste momento, pense.
O que poderia acontecer de pior?
Pronto, você já começou a encontrar uma saída.
Ao falar isto para você mesmo a sua força interior começa a agir no seu cérebro e o próximo passo é relaxar.
A hora é difícil, mas o pior já passou, você já conseguiu se perguntar sobre o pior que lhe pode acontecer, agora basta encher o peito de ar e falar com segurança, assim você ganha metade do caminho e parte para a outra metade como vencedor.
Paulo Baleki

O desafio de viver

O desafio de viver
Elisabeth Cavalcante

Muitas pessoas ainda sentem grande dificuldade em entender o que significa abandonar a atitude de luta, entregar-se, deixar as coisas acontecerem, fluir com a vida sem forçar os acontecimentos.

Para elas, quando um Mestre propõe esta nova atitude, está sugerindo que abandonemos nossas tarefas rotineiras como o trabalho, o estudo ou a convivência com amigos e familiares.

Entretanto, não se trata disto. Aliás, o maior desafio que um buscador da Verdade necessita enfrentar nos dias que correm, é conseguir manifestar sua essência, o seu verdadeiro ser, em meio à loucura do mundo.

Sem a meditação esta tarefa se torna impossível, pois somente reservando um tempo para ir ao encontro de nossa luz é que podemos nos fortalecer e encontrar a fonte de sabedoria de que necessitamos para nos guiar a cada momento de nossas vidas.

A atitude de entregar-se à existência com confiança absoluta naquilo que ela reserva para nós, é a única forma de atrairmos exatamente as experiências de que necessitamos para alcançar o crescimento interior a que nos propomos na presente encarnação.

Por isso, é importante que valorizemos esta oportunidade que agora vivenciamos e nos empenhemos para vencer os desafios que a vida nos apresenta. Sem eles, a jornada seria mais fácil, sem dúvida, mas totalmente vazia de sentido.

“Continue sendo uma pessoa de negócios, mas esqueça-se disso por algumas horas. Não quero que você fuja de sua vida cotidiana. Estou aqui para lhe falar sobre os caminhos, as formas, a alquimia que lhe permitam transformar o ordinário no extraordinário.
Seja uma pessoa de negócios no escritório, não em casa. E, de quando em quando, se esqueça por algumas horas até mesmo da casa, da família, do cônjuge, das crianças. Fique sozinho consigo mesmo. Mergulhe cada vez mais fundo em seu ser. Divirta-se consigo mesmo, ame a sim mesmo.
Então, aos poucos, você perceberá que uma grande alegria está crescendo, sem nenhuma causa externa. Isto é seu próprio ser, seu próprio florescer. Isto é meditação....
Você verá essa grande alegria crescendo em seu ser sem qualquer motivo. Divida essa alegria, espalhe-a para os que estão ao seu redor.
...Uma vez que você tenha se tornado um meditador, sannyas não está muito longe! Meu sannyas em particular, não é nada além de viver no mundo comum, mas viver de tal forma que não me sinta possuído por ele. Permanecer transcendental, permanecer no mundo, mas um pouco acima dele. Isto é sannyas.
Não é sannyas à moda antiga, na qual você tinha de fugir de sua família, de seus filhos e seus negócios, ir para o Himalaia. Isto nunca funcionou bem. Muitos foram morar nas montanhas, mas carregaram consigo suas mentes estúpidas.
...Você pode deixar o mundo, mas não pode deixar sua mente aqui. A mente irá com você, ela está dentro de você. E onde quer que você esteja, essa mesma mente irá criar o mesmo tipo de mundo ao redor de você.
...O contentamento é o objetivo da vida, e a meditação é o meio para atingi-lo. Sem a meditação, ninguém nunca saberia verdadeiramente o que é contentamento.Não é prazer. Prazer é fisiológico, químico. Não possui profundidade e é muito momentâneo... Não pode ser mais profundo que isso, pois a fisiologia não é profunda.
Contentamento não é nem mesmo alegria. O que chamamos de alegria é psicológico. Sempre que você encontra um momento de exaltação e entusiasmo, seu ego fica preenchido e você se sente alegre. Quando obtém uma vitória, é eleito ou ganha alguma competição, se sente alegre, pois você derrotou os adversários, obteve sucesso, fama, dinheiro, glória. Mas logo se cansará disso tudo.
...Sempre que seu ego estiver preenchido, você se sentirá feliz. Mas contentamento é outro fenômeno, completamente diferente. Não pode ser prazer, pois não é fisiológico. Não pode ser alegria, pois não há preenchimento do ego. Pelo contrário, é a dissolução do ego, é a dissolução de sua identidade.
Meditação é isso: a junção, a dissolução em meio ao todo, esquecendo completamente que você é algo separado, lembrando apenas de sua unidade com o todo.
...Somos um só com o todo ainda que pensemos que estamos separados dele. Somos inseparáveis. Não podemos nos separar simplesmente porque pensamos que estamos separador. Basta lembrar. Basta deixar pra trás essa falsa noção de que somos separados.
...Portanto, é preciso aprender a assimilar o espírito da meditação. Não importa quanto tempo irá levar, qual será o preço, é preciso estar pronto. Uma vez que você esteja pronto, não será difícil. É esse estado de espírito que faz com que você se torne merecedor deste enorme contentamento, e as coisas passam a ser bem simples então”.
Osho – do livro Aprendendo a silenciar a mente.

Elisabeth Cavalcante é Taróloga, Astróloga,Consultora de I Ching e Terapeuta Floral.Atende em São Paulo e para agendar uma consulta, envie um email.
Conheça o I-Ching
Email: elisabeth.cavalcante@gmail.com

Mude sem resistir

Mude sem resistir

Quando a vida lhe pede para mudar, visualize claramente o que é necessário e mude sem resistir, na certeza de que toda mudança é para melhor.
Nem sempre é confortável, especialmente para pessoas com maneiras e idéias muito cristalizadas. É preciso estar disposto a jogar fora gradualmente as idéias que parecem boas, confortáveis e seguras, até que esteja completamente livre e aberto para receber idéias completamente novas e revolucionárias. É aí que começam as dificuldades.
Muitas pessoas, tendo absorvido algo novo, se apegam demais e se recusam a mudar outra vez. Por que não encarar uma mudança como somente um degrau para revelações ainda maiores e mais maravilhosas, que estão aguardando lugar em você para poderem se manifestar?
Você não pode encher um balde cheio; você tem primeiro esvaziá-lo.
Você não pode avançar para o novo se ainda está obstruído pelo velho e se recusa a deixá-lo para trás. Portanto, mude e mude depressa, porque Eu preciso de você...

Abrindo Portas Interiores, Eileen Caddy. Editora Triom

Espelho Mágico (Parte II)

Espelho Mágico (Parte II)
Mário Quintana

Dos Nossos Males
A nós nos bastem nossos próprios ais,Que a ninguém sua cruz é pequenina.Por pior que seja a situação da China,Os nossos calos doem muito mais...

Da Eterna Procura
Só o desejo inquieto, que não passa,

Faz o encanto da coisa desejada...
E terminamos desdenhando a caça
Pela doida aventura da caçada.

Do Pranto
Não tente consolar o desgraçado

Que chora amargamente a sorte má.
Se o tirares por fim do seu estado,
Que outra consolação lhe restará?

Do sabor das coisas
Por mais raro que seja, ou mais antigo,

Só um vinho é deveras excelente:
Aquele que tu bebes calmamente
Com o teu mais velho e silencioso amigo...

Dos Sistemas
Já trazes, ao nascer, tua filosofia.

As razões?
Essas vem posteriormente,
Tal como escolhes, na chapelaria,
A forma que mais te assente...

Do exercício da filosofia
Como o burrico mourejando à nora,

A mente humana sempre as mesmas voltas dá...
Tolice alguma nos ocorrerá
Que não a tenha dita um sábio grego outrora...

Das idéias
Qualquer idéia que te agrade,

Por isso mesmo... é tua.
O autor nada mais fez do que vestir a verdade
que dentro em ti se achava inteiramente nua...

Da amizade entre mulheres
Dizem-se amigas... Beijam-se...

Mas qual!Haverá quem nisso creia?
Salvo se uma das duas, por sinal,
for muito velha, ou muito feia...

Da Felicidade
Quantas vezes a gente, em busca da ventura,

Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão, por toda parte, os óculos procura,
Tendo-os na ponta do nariz!

Da Realidade
O sumo bem só no ideal perdura...

Ah! Quanta vez a vida nos revela
Que "a saudade da amada criatura"
É bem melhor do que a presença dela...

Do Amoroso Esquecimento
Eu, agora - que desfecho!Já nem penso mais em ti...

Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?

Da discrição
Não te abras com teu amigo

Que ele um outro amigo tem.
E o amigo de teu amigo
Possui amigos também...

Da Preguiça
Suave preguiça, que do mau-querer

E de tolices mil ao abrigo nos pões...
Por causa tua, quantas más ações
Deixei de cometer!

Do ovo de Colombo
Nos acontecimentos, sim, é que há destino:

Nos homens, não - Espuma de um segundo...
Se Colombo morresse em pequenino,
O Neves descobria o novo mundo!

Do mal da velhice
Chega a velhice um dia...

E a gente ainda pensa
Que vive...
E adora ainda mais a vida!
Como o enfermo que em vez de dar combate à doença
Busca torná-la ainda mais comprimida...

Da moderação
Cuidado! Muito cuidado...

Mesmo no bom caminho urge medida e jeito.
Como um santo perfeito...

Da calúnia
Sorri com tranquilidade

Quando alguém te calunia.
Quem sabe o que não seria
Se ele dissesse a verdade...

Da experiência
A experiência de nada serve à gente.

É um médico tardio, distraído:
Põe-se a forjar receitas quando o doenteJá está perdido...

De como perdoar aos inimigos
Perdoas... És cristão...

Bem o compreendo...
E é mais cômodo, em suma.
Não desculpes, porém, coisa nenhuma,
Que eles bem sabem o que estão fazendo...

Da condição humana
Se variam na casca, idêntico é o miolo,

Julguem-se embora de diversa trama:
Ninguém mais se parece a um verdadeiro tolo
Que o mais sutil dos sábios quando ama.

Da própria obra
Exalça o remendão seu trabalho de esteta...

Mestre alfaiate gaba o seu corte ao freguês...
Por que motivo só não pode o poeta
Elogiar o que fez?

Dez Coisas Que Levei Anos Para Aprender

Dez Coisas que Levei Anos Para Aprender
Luis Fernando Veríssimo


1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.
2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.
3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.
4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.
5. Não confunda nunca sua carreira com sua vida.
6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.
7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria "reuniões".
8. Há uma linha muito tênue entre "hobby" e "doença mental".
9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.
10. Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.

Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão... que o AMOR existe, que vale a pena se doar às amizades às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim... e que valeu a pena!

A rigidez que limita

A rigidez que limita

Você se considera ou convive com alguém rígido, inflexível?

A rigidez, inflexibilidade, a imposição constante de regras, limita as relações e impede a busca por outros caminhos, acreditando que aquele escolhido é o único certo.
O excesso de rigidez faz com que criemos um padrão mental de comportamento, podendo provocar um sentimento de autopunição que só traz sofrimento, aos outros e a si próprio. Podemos encontrar pessoas rígidas em todos os lugares, mas, se observarmos mais atentamente, podemos encontrar muitas vezes essa rigidez dentro de nós mesmos.
Por exemplo, quem quer eliminar uns quilinhos é muito comum colocar-se metas. Sim, é importante saber onde se quer chegar, mas fazer disso um tormento, com expectativas elevadas só a fará encontrar insatisfação e frustração.

“A rigidez está muito relacionada com a repressão da expressão de emoções e conflitos não resolvidos”.

Se a meta é eliminar um quilo em uma semana e só conseguir quinhentos gramas, ignorando tudo que foi feito para alcançar tal resultado, poderá fazer com que desista logo no início, reforçando o sentimento de não ser capaz. Ou seja, em função do excesso de rigidez, tudo que não for atingido conforme o programado é desprezado, como se houvesse a necessidade de se punir de algo que não foi realizado conforme as próprias regras.
Pessoas rígidas em geral sofrem de dor de cabeça, enxaqueca, impondo-se a si mesmas um grande sofrimento para atenderem a exigências interiores inconscientes. Estão quase o tempo todo tensas, não se “desarmam”, como se estivessem constantemente em perigo. Mas caso sejam questionadas se sofrem de conflitos internos não resolvidos, elas o negam, dificultando a resolução destes.
Muitas vezes são pessoas que provêm de famílias que atribuem grande valor a normas rígidas de comportamento, sendo punidas quando essas regras não eram cumpridas e onde a expressão emocional, quer de afeto ou agressividade era reprovada e reprimida. O bloqueio da expressão afetiva ou a repressão da agressividade podem gerar um sintoma físico como a dor de cabeça ou enxaqueca, como meio de expressar no corpo os afetos e sofrimentos não expressos verbalmente. Seria como se a pessoa não agredisse aos outros, mas a si mesma.
Ou seja, a rigidez está muito relacionada com a repressão da expressão de emoções e conflitos não resolvidos, podendo ainda estar relacionada com a repressão sexual. As crises de cefaléias ou enxaquecas podem ser muitas vezes utilizadas como desculpa para fugir da relação sexual, assim como o próprio excesso de peso.
Diante da incapacidade de comunicar com palavras o que sente, o corpo adoece como forma inconsciente de manifestar seu sofrimento. A repressão de qualquer sentimento é maléfica para a mente e o organismo, devendo ser evitada.
Excluídas as causas orgânicas, a dor de cabeça, enxaqueca ou dores musculares, podem se manifestar em função de uma tensão em face dos problemas do dia-a-dia e da relação insatisfatória e rígida que a pessoa mantém consigo mesma e com os outros. Ou seja, há uma contração de toda a musculatura, principalmente do pescoço, da nuca e da face.

“A repressão de qualquer sentimento é maléfica para a mente e o organismo, devendo ser evitada”.

Pode ser desencadeada também pelo estresse em função da sobrecarga que a própria pessoa se impõe, assim como da ansiedade crônica. Além disso, os estados crônicos de tensão ou estresse contribuem decisivamente para aumentar a pressão arterial, e a pressão alta pode causar a cefaléia, tornando uma verdadeira bola de neve. É claro que todos nós convivemos diariamente com algum grau de tensão física e emocional, mas existem pessoas que são rígidas 24 h e devem ficar atentas a esse comportamento.
Ser flexível não quer dizer perder a personalidade, ser volúvel ou fazer tudo o que outras pessoas querem, mas ser mais acessível à compreensão das coisas e pessoas, principalmente a si mesmo. É saber ouvir mais atentamente antes de interromper como se fosse dono da verdade ou como se houvesse apenas um caminho a seguir.
Podemos encontrar pessoas presas durante anos a conceitos e crenças antigas que apenas mobilizam e limitam o crescimento, onde não se permitem ampliar seu campo de visão ou de conhecimento, por acreditarem estar absolutamente certas naquilo que acreditam. A pessoa rígida não é só rígida com os outros, mas principalmente consigo mesma.
Impor regras, limites, horários, seguindo um padrão rígido de comportamento desgasta qualquer pessoa ou relação. Irritar-se por que o outro chegou cinco minutos atrasado ou não fez exatamente como você esperava, pode fazê-lo ter que lidar com sua frustração, mas como em geral nega seus próprios sentimentos, prefere impor que apenas seu jeito de ser ou pensar é o certo.
Pessoas rígidas estão sempre se impondo limites, muitas vezes porque na verdade, não se sentem capazes de ultrapassarem os seus próprios, sempre se escondendo atrás de regras que as fazem permanecer no mesmo lugar, onde tudo é conhecido e seguro, ainda que extremamente limitador. Atrás de toda rigidez encontra-se a não aceitação da naturalidade da vida, que por si só muda a cada momento, buscando se adequar para que haja um maior desenvolvimento e crescimento do ser humano e que não consegue ser alcançado onde há limites.

Rosemeire Zago
Psicóloga clínica com abordagem jungiana. Desenvolve o auto conhecimento e ministra palestras motivacionais.
http://www1.uol.com.br/cyberdiet/colunas/040517_psy_rigidez.htm

A força das palavras

A força das palavras

"Viemos ao mundo para dar nomes às coisas: dessa forma nos tornamos senhores delas ou servos de quem as batizar antes de nós".

Palavras assustam mais do que fatos: às vezes é assim.
Descobri isso quando as pessoas discutiam e lançavam palavras como dardos sobre a mesa de jantar. Nessa época, meus olhos mal alcançavam o tampo da mesa e o mundo dos adultos me parecia fascinante. O meu era demais limitado por horários que tinham de ser obedecidos (por que criança tinha de dormir tão cedo?), regras chatas (por que não correr descalça na chuva, por que não botar os pés em cima do sofá, por quê, por quê, por quê...?), e a escola era um fardo (seria tão mais divertido ficar lendo debaixo das árvores no jardim de casa...).
Mas, em compensação, na escola também se brincava com palavras: lá, como em casa, havia livros, e neles as palavras eram caramelos saborosos ou pedrinhas coloridas que a gente colecionava, olhava contra a luz, revirava no céu da boca... E às vezes cuspia na cara de alguém de propósito, para machucar.
Depois houve um tempo (hoje não mais?) em que palavras eram cortadas por reticências na tela do cinema, enquanto sobre elas se representavam cenas que, como se dizia no tempo dos pudores, fariam corar um frade de pedra.
Palavras ofendem mais do que a realidade – sempre achei isso muito divertido. Palavras servem para criar mal-entendidos que magoam durante anos:
–Você aquela vez disse que eu...
–De jeito nenhum, eu jamais imaginei, nem de longe, dizer uma coisa dessas....
–Mas você disse...
–Nunca! Tenho certeza absoluta!
Vivemos nesses enganos, nesses desencontros, nesse desperdício de felicidade e afeto. No sofrimento desnecessário, quando silenciamos em lugar de esclarecer. "Agora não quero falar nisso", dizemos. Mas a gente devia falar exatamente disso que nos assusta e nos afasta do outro. O silêncio, quando devíamos falar, ou a palavra errada, quando devíamos ter ficado quietos: instauram-se, assim, o drama da convivência e a dificuldade do amor.
Sou dos que optam pela palavra sempre que é possível. Olho no olho, às vezes mão na mão ou mão no ombro: vem cá, vamos conversar? Nem sempre é possível. Mas, em geral, é melhor do que o silêncio crispado e as palavras varridas para baixo do tapete.
Não falo do silêncio bom em que se compartilham ternura e entendimento. Falo do mal de um silêncio ressentido em que se acumulam incompreensão e amargura – o vazio cresce e a mágoa distancia na mesma sala, na mesma cama, na mesma vida. Em parte porque nada foi dito, quando tudo precisaria ser falado, talvez até para que a gente pudesse se afastar com amizade e respeito quando ainda era tempo.
Falar é também a essência da terapia: pronunciando o nome das coisas que nos feriram, ou das que nos assustam mais, de alguma forma adquirimos sobre elas um mínimo controle. O fantasma passa a ter nome e rosto, e começamos a lidar com ele. Há estudos interessantíssimos sobre os nomes atribuídos ao diabo, a enfermidades consideradas incuráveis ou altamente contagiosas: muitas vezes, em lugar das palavras exatas, usamos eufemismos para que o mal a que elas se referem não nos atinja.
A palavra faz parte da nossa essência: com ela, nos acercamos do outro, nos entregamos ou nos negamos, apaziguamos, ferimos e matamos. Com a palavra, seduzimos num texto; com a palavra, liquidamos – negócios, amores. Uma palavra confere o nome ao filho que nasce e ao navio que transportará vidas ou armas.
"Vá", "Venha", Fique", "Eu vou", "Eu não sei", "Eu quero, mas não posso", "Eu não sou capaz", "Sim, eu mereço" – dessa forma, marcamos as nossas escolhas, a derrota diante do nosso medo ou a vitória sobre o nosso susto. Viemos ao mundo para dar nomes às coisas: dessa forma nos tornamos senhores delas ou servos de quem as batizar antes de nós.

Lya Luft

VEJA on-line Ponto de vista: Lya Luft
Edição 1862, 14 de julho de 2004

Não Desista Nunca

Não Desista Nunca
Martha Medeiros


Se você não acreditar naquilo que você é capaz de fazer; quem vai acreditar?
Dizer que existe uma idade certa, tempo certo, local certo, não existe.
Somente quando você estiver convicto daquilo que deseja e esta convicção fizer parte integrante do processo.
Mas quando ocorre este momento? Imagine uma ponte sobre um rio.
Você está em uma margem e seu objetivo está na outra.
Você pensa, raciocina, acredita que a sua realização está lá.
Você atravessa a ponte, abraça o objetivo e não olha para traz.
Estoura a sua ponte.
Pode ser que tenha até dificuldades, mas se você realmente acredita que pode realizá-lo, não perca tempo: vá e faça.
Agora, se você simplesmente não quer ficar nesta margem e não tem um objetivo definido, no momento do estouro, você estará exatamente no meio da ponte.
Já viu alguém no meio de uma ponte na hora da explosão... eu também não.
Realmente não é simples.
Quando você visualizar o seu objetivo e criar a coragem suficiente em realizá-lo, tenha em mente que para a sua concretização, alguns detalhes deverão estar bem claros na cabeça ou seja, facilidades e dificuldades aparecerão, mas se realmente acredita que pode fazer, os incômodos desaparecerão.
É só não se desesperar.
Seja no mínimo um pouco paciente.
Pois é, as diferenças básicas entre os três momentos são: ESTOURAR A PONTE ANTES DE ATRAVESSÁ-LA.
Você começou a sonhar... sonhar... sonhar! De repente, sentiu-se estimulado a querer ou gozar de algo melhor.

Entretanto, dentro de sua avaliação, começa a perceber que fatores que fogem ao seu controle, não permitem que suas habilidades e competências o realize.
Pergunto, vale a pena insistir?
Para ficar mais tangível, imaginemos que uma pessoa sonhe viver ou visitar a lua, mas as perspectivas do agora não o permitem, adianta ficar sonhando ou traçando este objetivo?
Para que você não fique no mundo da lua, meio maluquinho, estoure a sua ponte antes de atravessá-la, rompa com este objetivo e parta para outros sonhos!
ESTOURAR A PONTE NO MOMENTO DE ATRAVESSÁ-LA.
Acredito que tenha ficado claro, mas cabe o reforço.
O fato de você desejar não ficar numa situação desagradável é válido, entretanto você não saber o que é mais agradável, já não o é! Ou seja, a falta de perspectiva nem explorada em pensamento, não leva a lugar algum.
Você tem a obrigação consciencional de criar alternativas melhores.
Nos dias de hoje, não podemos nos dar ao luxo de sair sem destino.
O nosso futuro não é responsabilidade de outrem, nós é que construímos o nosso futuro. Sem desculpas, pode começar...
ESTOURAR A PONTE DEPOIS DE ATRAVESSÁ-LA.
No início comentei sobre as pessoas que realizaram o sucesso e outras que não tiveram a mesma sorte.
Em primeiro lugar, acredito que temos de definir o que é sucesso.
Sou pelas coisas simples, sucesso é gostar do que faz e fazer o que gosta.
Tentamos nos moldar em uma cultura de determinados valores, onde o sucesso é medido pela posse de coisas, mas é muito mesquinho você ter e não desfrutar daquilo que realmente deseja.
As pessoas que realizaram a oportunidade de estourar as suas pontes de modo adequado e consistente, não só imaginaram, atravessaram e encontraram os objetivos do outro lado.
Os objetivos a serem perseguidos, foram construídos dentro de uma visão clara do que se queria alcançar, em tempo suficiente, de modo adequado, através de fatores pessoais ou impessoais, facilitadores ou não, enfim o grau de comprometimento utilizado para a sua concretização.
A visão sem ação, não passa de um sonho.
A ação sem visão é só um passatempo.
A visão com ação pode mudar o mundo.

Espelho Mágico

Espelho Mágico
Mário Quintana

Da observação
Não te irrites, por mais que te fizerem...
Estuda, a frio, o coração alheio.
Farás, assim, do mal que eles te querem,
Teu mais amável e sutil recreio...

Do estilo
Fere de leve a frase...
E esquece...nada
Convém que se repita...
Só em linguagem amorosa agrada
A mesma coisa cem mil vezes dita.

Das Belas Frases
Frases felizes...
Frases encantadas...
Ó festa dos ouvidos!
Sempre há tolices muito bem ornadas...
Como há pacóvios bem vestidos.

Do Cuidado da Forma
Teu verso, barro vil,
No teu casto retiro, amolga, enrija, pule...
Vê depois como brilha, entre os mais, o imbecil,
Arredondado e liso como um bule!

Dos Mundos
Deus criou este mundo. O homem, todavia,
Entrou a desconfiar, cogitabundo...
Decerto não gostou lá muito do que via...
E foi logo inventando o outro mundo.

Das Corcundas
As costas de polichinelo arrasas
Só porque fogem das comuns medidas?
Olha! Quem sabe não serão as asas
De um anjo, sob as vestes escondidas...

Das Utopias
Se as coisas são inatingíveis...ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!

Dos Milagres
O milagre não é dar vida ao corpo extinto,
Ou luz ao cego, ou eloquência ao mundo...
Nem mudar água pura em vinho tinto...
Milagre é acreditarem nisso tudo!

Das Ilusões
Meu saco de ilusões, bem cheio tive-o.
Com ele ia subindo a ladeira da vida.
E, no entretanto, após cada ilusão perdida...
Que extraordinária sensação de alívio!

NÃO ESTÁ NO AURÉLIO

NÃO ESTÁ NO AURÉLIO


ABANDONO: Quando a jangada parte e você fica.


ADEUS: O tipo de despedida mais triste que existe.


ADOLESCENTE: Toda criatura que tem fogos de artifício dentro dela.


ARTISTA: Espécie de gente que nunca vai deixar de ser criança.


AUSÊNCIA: Uma falta que fica ali presente.


FOTOGRAFIA: Um pedaço de papel que guarda um pedaço de vida nele.


FILHO: Serzinho adorável e todo seu, que um dia cresce e passa a ser todo dele.


GELO: Aquilo que a gente sente na espinha quando o amor diz que vai embora.


LEALDADE: Qualidade de cachorro que nem todas as pessoas têm.


LÁGRIMA: Sumo que sai dos olhos quando se espreme um coração.


OUSADIA: Quando o coração diz para a coragem "vá" e a coragem vai mesmo.

Amor de pai e filha - Nunca Mais

Amor de pai e filha - Nunca Mais
Existe uma frase muito sábia "O que podes fazer hoje não deixe para amanhã".
Trata-se de um dito popular que tenho às vezes usado para pessoas que têm me procurado para terapias e se vêem diante de situações de desenganos, desacertos e de condutas pouco éticas por parte de parentes ou amigos.

Sempre costumo afirmar: deixem o orgulho de lado e vão à procura de um diálogo.

A benevolência, a humildade e a compreensão dos fatos sempre resulta em um final positivo para nossa consciência.

Chamo isto de limpar a mesa antes de colocar uma toalha limpa.

Falo por experiência própria pois grande parte da minha vida sofreu a influência de uma ação por parte do meu pai, aos meus 19 anos, e cujo resultado provocou um afastamento entre ambos.

Eu não queria dar o braço a torcer diante dos fatos e ele, por sua vez, em princípio agiu da mesma forma.

O tempo passou e o nosso relacionamento, embora amenizado, não passava de uma mera formalidade.

Simplesmente, não conseguíamos verbalizar nossos sentimentos.

Sempre que precisei dele em momentos de dificuldade da minha vida, mesmo sem pedir, ele sempre se fazia presente, mas depois por sua vez retornava à sua concha.

E assim passou-se ano após ano; encontrávamos às vezes aos fins de semana, na praia ou em festas familiares.

Eu, por minha vez, sabendo do seu imenso amor pelos netos, sempre que possível deixava ambos com os meus pais.

Se para mim ele havia se fechado em seus sentimentos, para os netos ele foi o companheiro ideal, o que demonstrava e falava abertamente para seus amigos.

Após muitas lutas e desacertos na minha vida, encontramo-nos por acaso no mesmo vôo, indo para São Paulo.

Ele seguiria para a Alemanha para uma exposição internacional e eu por minha vez estava indo para Salvador.

Foi naquele curto espaço de tempo, que ambos ensaiamos uma trégua, prometendo um ao outro que após a nossa volta iríamos nos encontrar e conversar novamente como pai e filha, deixando de lado as nossas desavenças.

Entretanto, o destino traçou um outro caminho para esse reencontro.

Ainda conversando com ele por telefone após sua volta, ficou combinado que naquele mesmo sábado eu iria até a sua residência na Vila.

Logo após o almoço, segui viagem até a sua casa, levando comigo o meu filho. A menina por sua vez já se encontrava com eles.

Na medida em que subia pela estrada particular até a sua residência, vi um tumulto em frente a porta de entrada.

Meu coração acelerou a mil, pois sabia imediatamente que algo havia acontecido.

Pensei na minha mãe, que já se encontrava doente, na minha filha que estava com eles, mas jamais imaginei que justamente ele, que sempre dizia ter uma saúde de ferro estaria deitado em cima do tapete, no chão da sala, morto.

O nosso entendimento de pai para filha aconteceu: comigo sentada no chão, tendo no meu colo a sua cabeça inerte.

Não vi o tempo passar, até que alguém colocou a mão no meu ombro dizendo que teriam que preparar o corpo para o velório. Ele parou para mim naquele instante e as imagens de toda uma vida que passamos juntos foram passando pela minha frente como um filme.

Foi quando tomei consciência que nunca mais poderia debruçar-me ao seu lado como o fazia quando criança enquanto ele desenhava, que nunca mais poderia acompanhá-lo quando ia decorar uma vitrine, que nunca mais passearia com ele pelos bosques e campos floridos e que nunca mais teria a oportunidade de fazer ou falar tantas coisas que não foram feitas e não foram ditas, abraços que não foram dados, carinhos que não foram trocados.

Mas como tudo passa nessa vida, os momentos felizes e também os infelizes, os problemas que vieram na seqüência me empurraram para frente sem tréguas e a vida continuou o seu rumo.

Por isso sempre aconselho: nunca deixe para amanhã o que podes resolver hoje.

Não deixe de enviar uma carta amiga, perdoar sem restrições, abraçar aqueles que amas e por eles és amado, de sorrir para alguém entristecido, de conversar com alguém solitário necessitado de um gesto fraterno, de apreciar as flores nos jardins, de alegrar-se com o canto dos pássaros ou com o barulho da chuva, de agradecer pelo sol que ilumina a terra, pela água benfazeja, apreciar um luar e agradecer principalmente por todas as oportunidades, pois cada momento da vida é único e merece ser vivido com plenitude, pois a tua paz depende somente de ti.

Quando chamada pela empresa em que trabalhava para retirar os seus pertences no que havia sido a sua escrivaninha, em cada folha de papel onde algo estava escrito, me deparei com um pai que eu não havia conhecido.

Tempos após, através de uma psicografia recebida de um centro espírita me pedia que não procurasse na arte da pintura a minha realização, como ele o havia feito; mas sim através da literatura.

Eis me aqui neste momento pai, realizando o que outrora me pediste.

Elke Tschersovsky
elke.t@terra.com.br

Sinais

Sinais

Sua conversação dirá das diretrizes que você escolheu na vida.

Suas decisões, nas horas graves, identificam a posição real de seu espírito.

Seus gestos, na luta comum, fala de seu clima interior.

Seus impulsos definem a zona mental em que você prefere movimentar-se. Seus pensamentos revelam suas companhias espirituais. Suas leituras definem os seus sentimentos.

Seu trato pessoal com os outros esclarece até que ponto você tem progredido.

Suas solicitações lançam luz sobre os seus objetivos.

Suas opiniões revelam o verdadeiro lugar que você ocupa no mundo.

Seus dias são marcas no caminho evolutivo.

Não se esqueça de que compactas assembléias de companheiros encarnados e desencarnados conhecem-lhe a personalidade e seguem-lhe a trajetória pelos sinais que você está fazendo.

Do livro “Agenda Cristã”, pelo espírito de André Luiz.
Psicografado por Francisco Cândido Xavier.

Comece de novo!

Comece de novo
Se você confiou em Deus e andou pelo caminho Dele, se você O sentiu a guiar você todos os dias, mas agora seus passos o levam por outro caminho,
Comece de novo.
Se você fez planos que não deram certo, se você tentou dar o melhor de si e não há mais o que tentar, se você falhou consigo mesmo sem saber porquê,
Comece de novo.
Se você contou aos seus amigos o que planejava fazer, se você confiou neles e eles não o apoiaram, se agora você está sozinho, só podendo contar consigo mesmo,
Comece de novo.
Se você falhou com seus familiares, se agora você já não é tão importante para eles, se eles perderam a confiança em você, se você se sente um estranho em seu próprio lar,
Comece de novo.
Se você orou a Deus, respeitando sempre a vontade Dele, se você orou e orou e ainda se sente infeliz, se você quer parar, sentindo que atingiu seu limite,
Comece de novo.
Se você está certo de que está acabado e quer desistir, se você chegou ao fundo do poço,
Se você tentou e tentou e não conseguiu subir,
Comece de novo.
Se os anos passam tão depressa e os sucessos são poucos, se chega dezembro e você se sente triste, Deus dá um novo janeiro a você.
Comece de novo.
Começar de novo significa: "Vitórias alcançadas"
Começar de novo significa: "Uma corrida bem feita"
Começar de novo significa: "Deus sempre vencerá!"
Não fique aí sentado no trono da derrota: COMECE DE NOVO !

Palavras Escritas por: Autor Desconhecido

A força da palavra

A força da palavra

Li em algum lugar, dito não sei por quem, mas vale a pena analisar a coisa, vejam se não tenho razão: 3 coisas que não voltam atrás: a Flecha, a Palavra e a Oportunidade.
Sem dúvida alguma. Após lançada, a flecha não pode voltar, nem sequer desviar-se do rumo dado. Se a mira não foi correta, ao invés da maçã, acertará no nariz... Óbvio então, ter-se o máximo cuidado ao arremessarmos uma flecha...
Quanto à palavra... é aí que mora o perigo, pois geralmente a língua é muito mais rápida do que o cérebro... essa é uma das vantagens do computador, pois você lê o que escreve, podendo analisar as besteiras ANTES de mandar em frente.
Mas, quando falamos... não há tecla Del que resolva... a flecha oral já foi lançada... sempre existe o recurso das famosa frase: Pô... desculpa, não foi isso que eu quis dizer... mas disse. Uma vez dito, dito está. Uma frase ofensiva, por vezes jamais será esquecida.É exatamente por isso que sempre é necessário ponderar-se bem durante alguma discussão, para que não se diga nada irremediável. Por vezes um : "não quero mais te ver na minha frente", é levado a sério... portanto... há que se usar o cérebro antes do que a língua.
Quanto à oportunidade... só se pode recomendar uma pequena coisa: nunca podemos descartar uma oportunidade que nos surge, antes de analisá-la profundamente, pois uma vez descartada... não mais voltará.
Disso tudo, a única conclusão a que podemos chegar, é que sempre se usar a ponderação, evitando-se atitudes precipitadas.

Marcial Salaverry

Para o Melhor Amigo, o Melhor Pedaço

Para o Melhor Amigo, o Melhor Pedaço

Serapião era um velho mendigo que perambulava pelas ruas da cidade.
Ao seu lado, o fiel escudeiro, um vira lata branco e preto que atendia pelo nome de malhado.
Serapião não pedia dinheiro. Aceitava sempre um pão, uma banana, um pedaço de bolo ou outro alimento qualquer.
Quando suas roupas estavam imprestáveis, logo era socorrido por alguma alma caridosa. Mudava a apresentação e era alvo de brincadeiras.
O mendigo era conhecido como um homem bom que perdera a razão, a família, os amigos e até a identidade.
Não tomava bebida alcoólica e estava sempre tranqüilo, mesmo quando não recebia nada de comida.
Dizia sempre que Deus lhe daria um pouco na hora certa e, sempre na hora que precisava alguém lhe estendia uma porção de alimentos.
Serapião agradecia com reverência e rogava a Deus pela pessoa que o ajudava.
Tudo que ganhava, dava primeiro para o malhado, que, paciente, comia e ficava esperando por mais um pouco.
Não tinham onde passar as noites; onde anoiteciam, lá dormiam. Quando chovia, procuravam abrigo embaixo da ponte do ribeirão. Ali o mendigo ficava a meditar, com um olhar perdido no horizonte.
Aquela figura era intrigante, pois levava uma vida vegetativa, sem progresso, sem esperança e sem um futuro promissor.
Certo dia, um homem, com a desculpa de lhe oferecer umas bananas, foi bater um papo com o velho mendigo.
Iniciou a conversa falando do malhado, perguntou pela idade dele, mas Serapião não sabia.
Dizia não ter idéia, pois se encontraram num certo dia, quando ambos perambulavam pelas ruas.
Nossa amizade começou com um pedaço de pão - disse o mendigo. Ele parecia estar faminto e eu lhe ofereci um pouco do meu almoço e ele agradeceu, abanando o rabo, e daí, não me largou mais.
Ele me ajuda muito e eu retribuo essa ajuda sempre que posso.
Como vocês se ajudam? Perguntou. Ele me vigia quando estou dormindo; ninguém pode chegar perto que ele late e ataca. Também quando ele dorme, eu fico vigiando para que outro cachorro não o incomode.
Continuando a conversa, o homem lhe fez uma nova pergunta: Serapião, você tem algum desejo de vida?
Sim, respondeu ele tenho vontade de comer um cachorro quente, daqueles que tem na lanchonete da esquina.
Só isso? Indagou.
É, no momento é só isso que eu desejo.
Pois bem, disse-lhe o homem, vou satisfazer agora esse grande desejo.
Saiu e comprou um cachorro quente e o entregou ao velho.
Ele arregalou os olhos, deu um sorriso, agradeceu a dádiva e em seguida tirou a salsicha, deu para o malhado, e comeu o pão com os temperos.
O homem não entendeu aquele gesto, pois imaginava que a salsicha era o melhor pedaço.
Por que você deu para o malhado, logo a salsicha? Interrogou, intrigado.
Ele, com a boca cheia, respondeu: "para o melhor amigo, o melhor pedaço."
E continuou comendo, alegre e satisfeito.
O homem se despediu de Serapião, passou a mão na cabeça do cão e saiu pensando com seus botões: aprendi alguma coisa hoje. Como é bom ter amigos. Pessoas em que possamos confiar. Por outro lado, é bom ser amigo de alguém e ter a satisfação de ser reconhecido como tal. Jamais esquecerei a sabedoria daquele mendigo.
E você, que parte tem reservado para os seus amigos?

Autor: Equipe de Redação do site www.momento.com.br, com base no texto "Para o melhor amigo, o melhor pedaço!" de autoria de Inocêncio Viégas, publicado no site: http://www.ciaencontro.com/viegas

Presença

Presença
Elisabeth Cavalcante

Não deixe sua vida acontecer sem você. Ouvi esta frase recentemente numa propaganda de TV e ela chamou minha atenção, porque traz, em minha opinião, uma mensagem muito profunda.
Embora tenha sido cunhada com um objetivo meramente material - a venda de automóveis - acredito que, inconscientemente, o criador da campanha recebeu-a do seu canal intuitivo, aquela parte de nós que é responsável pela inspiração ou os insights criativos, e que emana diretamente de nosso Eu Divino.
A frase sugere algo muito significativo, pois ela nos lembra a importância de estarmos totalmente presentes em cada momento de nossa vida. Deixar a vida acontecer sem a nossa participação consciente, é uma forma confortável de nos eximirmos de qualquer responsabilidade por nosso destino.
Sabemos que existe uma parcela de nossa vida sobre a qual não temos qualquer conhecimento ou chance de interferência, já que esta pertence à esfera do destino. Entretanto, podemos decidir se vamos continuar vítimas da angústia e do sofrimento, ou trabalhar para ampliar nossa consciência de que existe em nós um Ser que já é totalmente perfeito, calmo, equilibrado e feliz.
Deixar que a vida aconteça sem qualquer atuação de nossa parte, significa acreditar que nada pode ser feito para torná-la melhor ou que não temos poder para acessar a felicidade que já existe dentro de nós.
Ao despertarmos, a cada dia, esta frase pode ser um lembrete para que atuemos como protagonistas de nossa vida, em vez de simplesmente nos contentarmos com o papel de figurantes.
Transforme a si mesmo... transforme o mundo
Nós podemos mudar o mundo todo, mas não pela luta. Não desta vez. Já basta! Temos que mudar este mundo pela celebração, pela dança, pelo canto, pela música, pela meditação, pelo amor, não pela luta.
O velho tem que cessar, para que o novo surja, mas, por favor, não me interprete mal. Certamente o velho tem que cessar, mas o velho está dentro de você, não fora. Eu não estou falando das velhas estruturas da sociedade, eu estou falando da velha estrutura da sua mente, a qual tem que cessar para que o novo surja.
E é incrível, inimaginável, inacreditável como um simples homem abandonando a velha estrutura da mente cria um espaço tão grande para muitos transformarem as suas vidas. Um simples homem transformando a si mesmo, torna-se um desencadeador. E então, muitos outros começam a mudar. A sua presença se torna um agente catalisador.
Esta é a rebelião que eu ensino: você abandona a velha estrutura, você abandona a velha cobiça, você abandona o velho idealismo. Você se torna uma pessoa silenciosa, meditativa, amorosa. Você será mais uma dança e então verá o que acontece. Alguém, mais cedo ou mais tarde, irá juntar-se à dança com você, e depois, outras pessoas mais.
A alegria é contagiosa! Ria e você verá outras pessoas começando a rir. Assim é com a tristeza; fique triste e alguém olhando para a sua face séria, de repente se tornará triste. Nós não somos separados, nós estamos juntos, ligados.
Assim, quando o coração de alguém começa a rir, muitos outros corações começam a ser tocados, algumas vezes até corações distantes”.
OSHO, The Guest

Elisabeth Cavalcante é Taróloga, Astróloga,Consultora de I Ching e Terapeuta Floral.
Atende em São Paulo e para agendar uma consulta, envie um email.Conheça o I-Ching
Email: elisabeth.cavalcante@gmail.com
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