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É necessário abrir os olhos...

"É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momento e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem sabe ver."

Gabriel Garcia Marquez

Morrer em vida é fatal

Morrer em vida é fatal
Martha Medeiros
03 de maio de 2009, Zero Hora n° 15958

Nunca esqueci de uma senhora que, ao responder por quanto tempo pretendia trabalhar, respondeu com toda a convicção: “Até os 100 anos”. O repórter, provocador, insistiu: “E depois?”. “Ué, depois vou aproveitar a vida”.

É de se comemorar que as pessoas aparentem ter menos idade do que realmente têm e que mantenham a vitalidade e o bom humor intactos – os dois grandes elixires da juventude. No entanto, cedo ou tarde (cada vez mais tarde, aleluia), envelheceremos todos. Não escondo que isso me amedronta um pouco. Ainda não cheguei perto da terceira idade, mas chegarei, e às vezes me angustio por antecipação com a dor inevitável de um dia ter que contrapor meu eu de dentro com meu eu de fora.

Rugas, tudo bem. Velhice não é isso, conheço gente enrugada que está saindo da faculdade. A velhice tem armadilhas bem mais elaboradas do que vincos em torno dos olhos. Ela pressupõe uma desaceleração gradativa: descer escadas de forma mais cautelosa, ser traída pela memória com mais regularidade, ter o corpo mais flácido, menos frescor nos gestos, os órgãos internos não respondendo com tanta presteza, o fôlego faltando por causa de uma ladeira à toa, ainda que isso nem sempre se cumpra: há muitos homens e mulheres que além de um ótimo aspecto, mantêm uma saúde de pugilista. A comparação com os pugilistas não é de todo absurda: é de briga mesmo que estamos falando. A briga contra o olhar do outro.

Muitos se queixam da pior das invisibilidades: “Não me olham mais com desejo”. Ouvi uma mulher belíssima dizer isso num programa de tevê, e eu pensei: não pode ser por causa da embalagem, que é tão charmosa. Deve estar lhe faltando ousadia, agilidade de pensamento, a mesma gana de viver que tinha aos 30 ou 40. Ela deve estar se boicotando de alguma forma, porque só cuidar da embalagem não adianta, o produto interno é que precisa seguir na validade.

Quem viu o filme Fatal deve lembrar do professor sessentão, vivido por Ben Kingsley, que se apaixona por uma linda e jovem aluna (Penélope Cruz) e passa a ter com ela um envolvimento que lhe serve como tubo de oxigênio e ao mesmo tempo o faz confrontar-se com a própria finitude. No livro que deu origem ao filme (O Animal Agonizante, de Philip Roth), há uma frase que resume essa comovente ansiedade de vida: “Nada se aquieta, por mais que a gente envelheça”.

Essa é a ardileza da passagem do tempo: ela não te sossega por dentro da mesma forma que te desgasta por fora. O corpo decai com mais ligeireza que o espírito, que, ao contrário, costuma rejuvenescer quando a maturidade se estabelece.

Como compensar as perdas inevitáveis que a idade traz? Usando a cabeça: em vez de lutarmos para não envelhecer, devemos lutar para não emburrecer. Seguir trabalhando, viajando, lendo, se relacionando, se interessando e se renovando. Porque se emburrecermos, aí sim, não restará mais nada.

Futuro

"O futuro não é um lugar onde estamos indo, mas um lugar que estamos criando.

O caminho para ele não é encontrado, mas construído e o ato de fazê-lo muda tanto o realizador quanto o destino."

Antoine de Saint-Exupery

Music

Fever

Elvis Presley
Composição: Eddie Cooley / Otis Blackwell

Never know how much I love you
Never know how much I care
When you put your arms around me
I get a fever that's so hard to bear
You give me fever when you kiss me

Fever when you hold me tight
Fever in the morning
Fever all through the night.

Ev'rybody's got the fever
that is something you all know
Fever isn't such a new thing
Fever started long ago

Sun lights up the daytime
Moon lights up the night
I light up when you call my name
And you know I'm gonna treat you right
You give me fever when you kiss me

Fever when you hold me tight
Fever in the morning
Fever all through the night

Romeo loved Juliet
Juliet she felt the same
When he put his arms around her
He said 'Julie, baby, you're my flame
Thou giv-est fever when we kisseth

Fever with the flaming youth
Fever I'm afire
Fever yea I burn for sooth'

Captain Smith and Pocahantas
Had a very mad affair
When her daddy tried to kill him
She said 'Daddy, o, don't you dare
He gives me fever with his kisses

Fever when he holds me tight
Fever, I'm his misses,

Oh daddy, won't you treat him right'
Now you've listened to my story
Here's the point that I have made
Cats were born to give chicks fever
Be it Fahrenheit or centigrade
They give you fever when you kiss them

Fever if you live and learn
Fever till you sizzle
What a lovely way to burn
What a lovely way to burn
What a lovely way to burn

Nada...


"Nada consegue impedir o homem que tem a atitude mental correta de atingir as suas metas; nada na Terra consegue ajudar o homem com a atitude mental errada."

Thomas Jefferson

Ser feliz...

"Ser feliz não é ter uma vida perfeita.
Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância.
Usar as perdas para refinar a paciência.
Usar as falhas para esculpir a serenidade.
Usar a dor para lapidar o prazer.
Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência."
Augusto Cury

Solidão

Solidão
Francisco Buarque de Holanda

"Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo...

Isto é carência!

Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar...

Isto é saudade!

Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos...

Isto é equilíbrio!

Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida...

Isto é um princípio da natureza!

Solidão não é um vazio de gente ao nosso lado...

Isto é circunstância!

Solidão é muito mais do que isto!

Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma!"

Barbara Streisand - Filme: Yentl - Papa Can you Hear Me?


Barbara (Barbra) Streisand
Filme: Yentl
Música: Papa Can you Hear Me?

18 Atitudes de Auto-Estima

18 Atitudes de Auto-Estima

CONHECENDO A AUTO ESTIMA

Características da baixa auto-estima: insegurança, sensação de inadequação, incertezas e dúvidas constantes, irrefreável necessidade de aprovação, decorrentes, em geral de processos de perda, abandono, rejeição e críticas.

Formamos a opinião e o sentimento que temos por nós mesmos na infância, absorvendo dos adultos, o conceito sobre nós próprios. Assim, se formos incentivados seremos confiantes e teremos iniciativa e autoconfiança. Seremos capazes de respeitar, confiar e gostar de nós mesmos. Ao contrário se recebermos críticas, proibições severas e humilhação, nossa tendência será de duvidar de nossa capacidade e teremos baixa auto-estima.

Com a auto-estima elevada, por sua vez, somos o reverso. Ficamos mais dispostos ao elogio e à expressão de afeto, ficamos menos ansiosos, mais auto-confiantes e satisfeitos. Somos capazes de construir relações mais saudáveis e criativas e de conquistar a paz interior. Essa que conquistamos sozinhos e que ninguém nos tira.

18 ATITUDES DE AUTO- ESTIMA

1) Seja o melhor amigo que você tem. Incentive e ame a si mesmo. Não tenha expectativas de ser perfeito. Dê uma chance a si mesmo.
2) Tome tempo para gozar sua vida. Escolha algo que você gosta e programe isto dentro do seu tempo, assim como marcaria uma consulta médica importante. Faça disso uma prioridade.
3) Livre-se do passado. Abra mão da dor, da raiva, das desilusões e da culpa. Se alguma delas voltar a se infiltrar na sua vida, livre-se dela quantas vezes for preciso.
4) Não tente agradar a todos. Essa é uma tarefa humanamente impossível. Aprenda a dizer NÃO, pois em muitas situações essa expressão não só é inevitável como necessária.
5) Estabeleça metas para sua vida. Reveja regularmente suas metas a curto e longo prazo. Não tenha medo de buscar algo difícil.
6) Invista no autoconhecimento, Investigue-se, dedique mais tempo a você, suas necessidades, suas escolhas. Não tenha pressa.
7) Fale positivamente consigo mesmo.Use afirmações para dar à sua mente uma mensagem fortemente positiva. Canalize a energia que você tem dentro de si para levá-lo à sua meta escolhida.
8) Visualize o seu comportamento de sucesso. Em cada aspecto de sua vida, visualize-se atingindo sua meta. Sinta as emoções e o prazer de realizar aquilo a que você se propôs. Torne-se o que pensa.
9) Faça escolhas para sua vida. Você é livre para mudar, para crescer, e para escolher como irá viver o resto da sua vida.
10) Selecione as pessoas que terão o privilégio de viver com você. De fazer parte da sua vida. Existem aquelas que, definitivamente, não valem a pena. O seu tempo é precioso. Não o desperdice.
11) Alie-se a outras pessoas. Aprenda a depender dos outros para obter informações, apoio e exemplos. Você não precisa fazer tudo sozinho.
12) Não culpe ninguém pelos erros que você comete E não encare as criticas como ataques pessoais. Aprenda a receber críticas. Lembre-se que somos pessoas diferentes. Cada uma percebe as coisas a sua maneira, de acordo com as suas circunstâncias e experiências. Sempre podemos aprender com os outros.
13) Acostume-se com sua imagem no espelho e aprenda a gostar dela. Realce as partes que mais gosta. Mas por você, não por conta da opinião alheia. Lembre-se que defeitos todos têm.
14) Ouça a sua intuição. Confie em você. No seu próprio valor, nas suas qualidades, ainda que os outros não reconheçam ou não concordem com você.
15) Busque prazer no trabalho. É onde gastamos a maior parte do nosso tempo. Portanto, além do dinheiro, ele deve ser uma fonte de satisfação.
16) Como está a sua casa? Reflete harmonia, equilíbrio e bem-estar? O seu espaço deve refletir o seu mundo interior. Uma casa desorganizada tende a destruir sua auto-estima. Faça uma faxina já!
17) Escreva o seu roteiro de vida na família. Decida o papel que você quer desempenhar no filme da sua família. Siga o roteiro que você tiver escrito, em lugar do roteiro que foi preparado por você pelas expectativas e decisões do outros.
18) Aceite-se como você é. Ame a si mesmo física, mental e emocionalmente como amaria um amigo querido. Encoraje esse amigo a crescer, não com críticas, mas com uma carinhosa aceitação.

Nilcely Gomes Costa
texto no site: http://www.otimismoemrede.com/18atitudesdeautoestima.html

Um homem diferente

Um homem diferente

O que faz que uma pessoa se destaque, no contexto social? Dirão alguns, talvez, que a soma dos valores que detém em contas bancárias, aplicações, rendas, bens móveis e imóveis.

Poderão pensar outros que o destaque se pode dar no ambiente artístico, cultural, político.
A pessoa também poderá se destacar pela inteligência, pela visão de mundo, adiante de seu próprio tempo.
Ou pela beleza, pelo porte, pelo discurso fácil, ágil, atilado. No entanto, o maior destaque, com certeza, é no campo moral. A intimidade do ser.
Porque alguém pode ser muito rico, belo, de discurso impecável, um cientista, uma alta inteligência e ser moralmente pobre.
Na atualidade, o tom dominante parece ser o de fazer o que todos fazem.
Assim, os homens desejam mostrar virilidade, sendo comandantes de sua própria casa.
As mulheres desejam demonstrar que são belas e desejadas, que jamais a solidão as haverá de abraçar.
E assim por diante...
Dizemos que isso faz parte da cultura do país onde se vive, do mundo onde nos movemos.
Será que não podemos destoar do comum? Será que não podemos nos destacar, exatamente por sermos diferentes?
Na Índia, entre os parses, a mulher é educada para servir ao homem.
Ela deve lhe dar muitos filhos, pois se assim não for, significa que algo errado existe na relação matrimonial.
Ela deve ser-lhe a servidora, preparando-lhe os pratos de arroz, lentilhas, carnes, a cada dia.
Deve zelar pela sua roupa, porque ele precisa parecer impecável aos olhos do mundo.
Pois aquela mulher nascida em Calcutá se apaixonara por um jovem de Bombaim.
Conhecera-o em casa de uma amiga, em uma festa. Pouco mais de 4 meses depois, estava casada.
Logo que os dois se casaram, ela havia insistido em passar a ferro as camisetas finas para ele.
Ele, no entanto, fincara pé e lhe dissera que se casara com ela por amor e para ter a sua companhia.
Se desejasse simplesmente alguém que lavasse e passasse a sua roupa teria se casado com quem trabalhava exatamente para cuidar do seu vestuário.
Seu senso de justiça, sua indignação moral diante do status inferior das mulheres, entre os seus, era inigualável.
Mais de uma vez a jovem sentira a inveja das amigas.
Qual é o segredo? Lhe indagavam. Como foi que você o treinou tão bem?
Mas ela dizia que nada tinha a ver com isso. Ele chegara a ela desse jeito.
Ele é a pessoa mais justa que eu conheço. Acredita na igualdade de direitos para as mulheres.

***
Um homem diferente, destoando entre os de sua estirpe. Dentro de sua própria comunidade.
Isso nos diz que não importa onde vivamos, a cultura que se nos impõe.
Cada qual pode, dentro de seus parâmetros de justiça e moral, ser diferente. Destoar para melhor.
Ser uma flor perfumada, colorida, num campo cinzento de erva seca e dura.
Pensemos nisso! informações colhidas no livro A doçura do mundo, de Thrity Umrigar, ed. Nova Fronteira.

Mãe

Mãe - é palavra que exprime com perfeição o que a natureza tem de mais sublime.
É o exercício permanente do amor.
Mãe, o céu sem confins revela-me teu amor...
A vastidão do mar fala-me da tua bondade...
As altas montanhas refletem teu heroísmo...
A profundeza dos vales espelha tua humildade...
A beleza das flores traduz teu caminho...
Tudo isso encerras dentro de teu grande coração...
E silenciosa, serena, sorrindo, continuas labutando no cotidiano da vida.
Obrigado, Mãe!
Parabéns a todas as Mães do Mundo !!!

O medo

O medo
Carlos Drumond de Andrade

"Porque há para todos nós um problema sério...
Este problema é o do medo."

(Antonio Candido, Plataforma de Uma Geração)


Em verdade temos medo.
Nascemos escuro.
As existências são poucas:
Carteiro, ditador, soldado.
Nosso destino, incompleto.

E fomos educados para o medo.
Cheiramos flores de medo.
Vestimos panos de medo.
De medo, vermelhos rios
vadeamos.

Somos apenas uns homens
e a natureza traiu-nos.
Há as árvores, as fábricas,
Doenças galopantes, fomes.

Refugiamo-nos no amor,
este célebre sentimento,
e o amor faltou: chovia,
ventava, fazia frio em São Paulo.

Fazia frio em São Paulo...
Nevava.
O medo, com sua capa,
nos dissimula e nos berça.

Fiquei com medo de ti,
meu companheiro moreno,
De nós, de vós: e de tudo.
Estou com medo da honra.

Assim nos criam burgueses,
Nosso caminho: traçado.
Por que morrer em conjunto?
E se todos nós vivêssemos?

Vem, harmonia do medo,
vem, ó terror das estradas,
susto na noite, receio
de águas poluídas. Muletas
do homem só. Ajudai-nos,
lentos poderes do láudano.
Até a canção medrosas
e parte,
se transe e cala-se.

Faremos casas de medo,
duros tijolos de medo,
medrosos caules, repuxos,
ruas só de medo e calma.

E com asas de prudência,
com resplendores covardes,
atingiremos o cimo
de nossa cauta subida.
O medo, com sua física,
tanto produz: carcereiros,
edifícios, escritores,
este poema; outras vidas.

Tenhamos o maior pavor
Os mais velhos compreendem.
O medo cristalizou-os.
Estátuas sábias, adeus.

Adeus: vamos para a frente,
recuando de olhos acesos.
Nossos filhos tão felizes...
Fiéis herdeiros do medo,

eles povoam a cidade.
Depois da cidade, o mundo.
Depois do mundo, as estrelas,
dançando o baile do medo.



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