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Aprendiz

Aprendiz
Eu não sabia, mas antes do câncer, eu já estava doente.
Duas doenças me limitaram mais do que a quimioterapia e a cirurgia.
Os nomes delas são “Não Posso” e “Não Consigo”.
Quando eu estava atacada no vírus
“Não posso” eu dizia e agia assim:
- Não posso tirar foto de lado…
Porque meu nariz e queixo são pontudos;
- Não posso usar saia curta…
Porque meus joelhos são muito grossos;
- Não posso sorrir muito em foto…
Porque meu bigode chinês aparece;
-Não posso andar de avião…
Porque tenho medo.
-Não posso ter plantas em casa…
Porque não sei cuidar.
E assim eu permanecia …doente de mim mesma.
E assim eu seguia, impondo-me limites… Quando eu estava atacada do vírus
“Não consigo” eu dizia e agia assim:
- Não consigo ficar bem nas fotos…
Porque sempre arregalo os olhos;
- Não consigo pousar para fotos…
Porque tenho vergonha;

- Não consigo sorrir para valer…
Porque meus dentes não são bonitos;
- Não consigo ler livros…Porque dá sono;
- Não consigo fazer caridade regularmente…
Porque não tenho tempo.

Quantas vezes reclamei da oleosidade do meu cabelo, do quanto ele era fino e pesado. A escova não durava nada… Fiz até permanente para dar volume…fiquei parecendo um poodle. Hoje, depois de encarar a doença, cheguei à conclusão de que o câncer mata muita coisa realmente… entre elas…Preguiça, vergonha, solidão, hipocrisia, futilidades, medos, culpas, limitações, radicalismos, carência, dependências, auto-crítica, intolerância, baixa autoestima e muito mais. Neste processo conheci estas frases e elas definem o que acredito hoje…

“O que somos é um presente de Deus.
O que nos tornamos, é o nosso presente para ele.”

Não aprendi a voar. Isto é com os pássaros.

Aprendi a me sentir como se estivesse voando.

Descobri que a gente pode sorrir por fora e por dentro.








Ser diferente é muito diferente de ser esquísito, feio ou anormal.


















O silêncio pode ser melhor do que mil palavras.Conherer a mim mesma é um aprendizado constante.















Existe mais beleza nos processos e nas atitudes do que nas formas.













É certo que o câncer muda a vida da gente, porém eu discordo que ele seja um presente. Ele é uma oportunidade!Mas… Até quando precisaremos dele para percebermos as belezas que existem em nós e à nossa volta?
Viver… E não ter a vergonha de ser feliz…

Cantar e cantar e cantar…

A beleza de ser um eterno aprendiz…

Elis Rejane Busanello
03/abril/2009

Pensamento





"Quase todos os homens são capazes de suportar adversidades, mas se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder."


Abraham Lincoln

Mercedes Sosa * Gracias a La Vida

Mercedes Sosa
Tucumán, 9-Jul-1935 - Buenos Aires, 4-Oct-2009http://pt.wikipedia.org/wiki/Mercedes...

Gracias a La Vida
- Letra de Violeta Parra - http://pt.wikipedia.org/wiki/Violeta_...

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Gracias a la Vida que me ha dado tanto me dio dos luceros que cuando los abro perfecto distingo lo negro del blancoy en el alto cielo su fondo estrella doy en las multitudes el hombre que yo amo.

Gracias a la vida, que me ha dado tanto me ha dado el oido que en todo su anchograba noche y dia grillos y canarios martillos, turbinas, ladridos, chubascosy la voz tan tierna de mi bien amado.

Gracias a la Vida que me ha dado tanto me ha dado el sonido y el abedecedario con él las palabras que pienso y declaro madre amigo hermano y luz alumbrando, la ruta del alma del que estoy amando.

Gracias a la Vida que me ha dado tanto me ha dado la marcha de mis pies cansados con ellos anduve ciudades y charcos, playas y desiertos montañas y llanosy la casa tuya, tu calle y tu patio.

Gracias a la Vida que me ha dado tanto me dio el corazón que agita su marco cuando miro el fruto del cerebro humano, cuando miro el bueno tan lejos del malo, cuando miro el fondo de tus ojos claros.

Gracias a la Vida que me ha dado tanto me ha dado la risa y me ha dado el llanto,asi yo distingo dicha de quebranto los dos materiales que forman mi cantoy el canto de ustedes que es el mismo cantoy el canto de todos que es mi propio canto.

Gracias a la Vida
Gracias a la Vida
Gracias a la Vida
Gracias a la Vida

Tradução para Português:
Mercedes Sosa - Obrigado à vida
(Violeta Parra)
Obrigado à vida que me tem dado tantodeu-me dois olhos que, quando os abro perfeitamente distingo o preto do branco e no alto céu, o seu fundo estrelado e nas multidões, o homem que eu amo.

Obrigado à vida que me tem dado tanto deu-me o ouvido que, em toda a amplitude, grava, noite e dia, grilos e canários martelos, turbinas, latidos, chuviscos e a voz tão terna do meu bem amado.

Obrigado à vida que me tem dado tanto deu-me o som e o abecedário e, com ele, as palavras com que penso e falo mãe, amigo, irmão e luz iluminando a rota da alma de quem estou amando.

Obrigado à vida que me tem dado tanto deu-me a marcha dos meus pés cansados com eles andei por cidades e charcos, praias e desertos, montanhas e planícies, pela tua casa, tua rua e teu pátio.

Obrigado à vida que me tem dado tanto deu-me o coração que todo se agita quando vejo o fruto do cérebro humano, quando vejo o bem tão longe do mal, quando vejo no fundo do teus olhos claros.

Obrigado à vida que me tem dado tanto deu-me o riso e deu-me o pranto assim eu distingo a felicidade da tristeza, os dois materiais de que é feito o meu canto e o canto de todos, que é o meu próprio canto.

Obrigado à Vida
Obrigado à Vida
Obrigado à Vida
Obrigado à Vida

Desassossegados

Desassossegados

Desassossegados do mundo correm atrás da felicidade possível, e uma vez alcançado seu quinhão, não sossegam: saem atrás da felicidade improvável, aquela que se promete constante, aquela que ninguém nunca viu, e por isso sua raridade.


Desassossegados amam com atropelo, cultivam fantasias irreais de amores sublimes, fartos e eternos, são sabidamente apressados, cheios de ânsias e desejos, amam muito mais do que necessitam e recebem menos amor do que planejavam.


Desassossegados pensam acordados e dormindo, pensam falando e escutando, pensam antes de concordar e, quando discordam, pensam que pensam melhor, e pensam com clareza uns dias e com a mente turva em outros, e pensam tanto que pensam que descansam.


Martha Medeiros

O que explica Rio-2016? A vocação inata do Brasil para a felicidade

A nossa felicidade vista de Madrid.
O texto não fala de política, disputas e vaidades.
O jornal espanhol fala de como nos sentimos felizes.
O jeito brasileiro de ser.
Uma agradável leitura.
14 de outubro de 2009

O que explica Rio-2016? A vocação inata do Brasil para a felicidade
EL PAIS
Juan Arias

O fato de o Rio de Janeiro ter ganhado a disputa para hospedar os Jogos Olímpicos de 2016, deixando para trás cidades de grande prestígio como Madri, Chicago e Tóquio, já foi analisado de todas as formas. Tudo foi dito. Que a América do Sul já merecia uma Olimpíada. E é verdade. Que o Brasil é hoje a potência econômica emergente da região. Também é verdade, assim como que boa parte da vitória se deveu à enorme popularidade mundial do carismático ex-metalúrgico e hoje presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E com ele a atuação do deus do futebol, Pelé, e do mago carioca Paulo Coelho, que soube ganhar a simpatia das mulheres dos delegados do Comitê Olímpico Internacional (COI), as quais convidou para jantar em um restaurante em Copenhague, em um clima de felicidade brasileira. Ou terão sido só as imagens das belezas únicas da mágica cidade carioca? Também, mas não só.

Existe outro elemento pouco destacado, que é a vocação inata do Brasil e dos brasileiros para a felicidade, que acaba se irradiando internacionalmente, contagiando o mundo.

Se houvesse sido feita uma pesquisa nacional, teria aparecido que nesse dia 100% dos brasileiros se sentiram felizes quando o presidente do COI abriu o envelope e apareceu Rio de Janeiro como vencedora da competição para realizar os Jogos Olímpicos de 2016. Os brasileiros, que gozam de uma formidável coesão nacional, estão sempre abertos para acolher qualquer motivo para ser felizes. E abrigar os jogos lhes causou orgulho e felicidade. E não escondem isso - outra característica do brasileiro.

Em minha primeira entrevista com a atriz de cinema e teatro Fernanda Montenegro, quando cheguei ao Brasil, há dez anos, ela me disse algo que nunca esqueci e que mais tarde pude tocar com a mão: "A diferença entre um europeu e um brasileiro é que o brasileiro não se envergonha de dizer que é feliz, e o europeu, sim".

Qualquer um que passa pelo Brasil, por turismo ou trabalho, sente-se rapidamente capturado pela cordialidade, a exuberância afetiva, o acolhimento alegre de sua gente, do norte ao sul do país. "É que com os brasileiros não se pode brigar, porque sorriem até quando você fica nervoso", me disse um correspondente argentino. É verdade. A vocação do brasileiro é mais para a paz, a amizade, o entendimento mútuo, o desejo de agradar, do que para a guerra ou a disputa. E então, o que acontece com a violência que mata no Brasil mais que em outros países? Não é uma violência brasileira, mas produzida pelo câncer do tráfico de drogas.

A melhor arma do brasileiro continua sendo o sorriso. O catedrático de estética da Universidade do Rio Isaías Latuf foi indagado em plena na rua em Buenos Aires se era brasileiro. "Como percebeu?", ele perguntou. E a resposta foi: "Por seu sorriso".

Segundo uma pesquisa realizada em 2008 em 120 países pelo Instituto Gallup e apresentado pela Fundação Getúlio Vargas, a felicidade do brasileiro é superior a seu PIB. O jovem brasileiro aparece com uma avaliação da felicidade superior à média mundial. O estudo revela que os jovens brasileiros entre 15 e 29 anos apresentam maior esperança de ser felizes nos próximos cinco anos do que os jovens do resto do mundo. E essa esperança de felicidade alcança 9,29%.

Os psicólogos tentaram analisar esses dados. Como é possível que os jovens de um país que aparece somente no 52º lugar no índice mundial de renda se sintam os mais felizes do planeta? O psicólogo Dionisio Benaszewski atribui isso ao fato de que, segundo a mesma pesquisa, os jovens brasileiros valorizam mais a felicidade do que o trabalho ou o dinheiro. Se há algo que de fato eu constatei no Brasil é que a maioria dos cidadãos, até os mais pobres, não vivem para trabalhar; trabalham para viver e para viver felizes. É quase impossível conseguir que alguém queira trabalhar em um domingo, mesmo ganhando o dobro. Costumam dizer: "Ah, não, domingo não dá".

Segundo Benaszewski, existe outro elemento gerador de felicidade no Brasil, que é causado pelas boas relações existentes entre membros da família e entre vizinhos. Aqui a rede de solidariedade, sobretudo entre os mais pobres, é formidável. Um exemplo disso são as favelas do Rio, que entre elas se chamam de "comunidades". E o são. O elemento afeto nas relações e o afã por ajudar-se mutuamente nas adversidades, ou de desfrutar os momentos felizes, são proverbiais.

Costuma-se dizer que os brasileiros sabem tirar felicidade até das pedras. Eles a buscam na alegria e na tristeza. No dia em que o Rio ganhou como sede dos Jogos Olímpicos, um casal de jovens brasileiros entrevistado em Madri por um repórter do programa de Iñaki Gabilondo disse algo mais ou menos assim: "Não fiquem tristes. Venham para o Rio, que é uma cidade maravilhosa, que se sentirão felizes". Pensei que, se tivesse sido o contrário, se Madri tivesse ganhado e o Rio, perdido, a jovem também teria se consolado de alguma forma, dizendo que estava feliz na maravilhosa cidade de Madri.

Assim são os brasileiros. São mergulhadores no mar da felicidade e, como não escondem isso, acabam contagiando os outros. Sem dúvida esse contágio também teve a ver na hora da votação em Copenhague.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

Decidi Triunfar

Decidi Triunfar

E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi triunfar.
Decidi não esperar as oportunidades e sim, eu mesmo buscá-las.
Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução.
Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis.
Decidi ver cada noite como um mistério a resolver.
Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz.

Naquele dia descobri que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações.
E que enfrentá-las era a única e melhor forma de superá-las.
Naquele dia, descobri que eu não era o melhor, e que talvez eu nunca tenha sido.
Deixei de me importar com quem ganha ou perde, agora, me importa simplesmente saber melhor o que fazer.
Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, e sim deixar de subir.
Aprendi que o melhor triunfo que posso ter é ter o direito de chamar a alguém de "Amigo".
Descobri que o amor é mais que um simples estado e enamoramento, "o amor é uma filosofia de vida".

Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados.
E passei a ser minha própria tênue luz deste presente.
Aprendi que de nada serve ser luz se não vai iluminar o caminho dos demais.
Naquele dia decidi trocar tantas coisas...
Naquele dia, aprendi que os sonhos são somente para fazer-se realidade.
E desde aquele dia já não durmo para descansar...
Agora simplesmente durmo para sonhar.

Walt Disney

Clarice Lispector

Medo

"Quero escrever o borrão vermelho de sangue com as gotas e coágulos pingando de dentro para dentro.

Quero escrever amarelo-ouro com raios de translucidez.

Que não me entendam pouco-se-me-dá. Nada tenho a perder.

Jogo tudo na violência que sempre me povoou, o grito áspero e agudo e prolongado, o grito que eu, por falso respeito humano, não dei. Mas aqui vai o meu berro me rasgando as profundas entranhas de onde brota o estertor ambicionado.

Quero abarcar o mundo com o terremoto causado pelo grito. O clímax de minha vida será a morte. "

Clarice Lispector (texto e quadro)

Tenho Tanto Sentimento

Tenho Tanto Sentimento

Tenho tanto sentimento
Que é freqüente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.
Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.
Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar.

Fernando Pessoa

Citações

Citações

- Devemos aceitar o que é impossível deixar de acontecer.

- Até mesmo a bondade, se em demasia, morre do próprio excesso.

- O cansaço ronca em cima de uma pedra, enquanto a indolência acha duro o melhor travesseiro.

- Vazias as veias, nosso sangue se arrefece, indispostos ficamos desde cedo, incapazes de dar e de perdoar. Mas quando enchemos os canais e as calhas de nosso sangue com comida e vinho, fica a alma muito mais maleável do que durante esses jejuns de padre.

- Ninguém poderá jamais aperfeiçoar-se, se não tiver o mundo como mestre. A experiência se adquire na prática.

- Se o ano todo fosse de feriados, o lazer, como o trabalho, entediaria.

- Ventre grande é sinal de espírito oco; quando a gordura é muita, o senso é pouco.

- Que é o homem, se sua máxima ocupação e o bem maior não passam de comer e dormir?

- Do jeito que o mundo anda, ser honesto é (igual) a ser escolhido entre dez mil.

- Hóspede oferecido (...) só é bem-vindo quando se despede.

- Um homem inteligente pode transformar-se num joão-bobo, quando não sabe valer-se de seus recursos naturais.

- Quem não sabe mandar deve aprender a ser mandado.

- A mulher que não sabe pôr a culpa no marido por suas próprias faltas, não deve amamentar o filho, na certeza de criar um palerma.

- As coisas mais mesquinhas enchem de orgulho os indivíduos baixos.

- Ninguém pode calcular a potência venenosa de uma palavra má num peito amante.

- Sábio é o pai que conhece seu próprio filho.

- Tem ventura fugaz, sempre periga, quem se fia em rapaz ou rapariga.

- Ser ou não ser... eis a questão.

- É estranho que, sem ser forçado, saia alguém em busca de trabalho.

- As mais belas jóias, sem defeito, com o uso o encanto perdem.

- O bom vinho é um camarada bondoso e de confiança, quando tomado com sabedoria.

- Nunca poderá ser ofensivo aquilo que a simplicidade e o zelo ditam.

William Shakespeare (1564-1616)

Você quer ser feliz ou ter razão?

Você quer ser feliz ou ter razão?
por Maria Silvia Orlovas - morlovas@terra.com.br

Você já reparou como facilmente somos gentis, inteligentes, simpáticos com pessoas estranhas e justamente na nossa casa? Com os nossos familiares costumamos muitas vezes nos mostrar muito mais fechados, irritados e carrancudos.

Já reparou como as pessoas do convívio diário tiram você do sério?

Claro que cada pessoa tem seu limite, tem suas razões e seus momentos de harmonia e desarmonia, mas a família é um teste. Você já se perguntou por quê?

Nos ensinamentos espirituais, aprendemos que normalmente a família é o berço do aprendizado e dos resgates kármicos porque nela se encontram nossos mais queridos amores e também nossos mais complicados desafetos, justamente porque é ali que nossas arestas são lapidadas. É na família que temos a liberdade de ser nós mesmos, sem máscaras, sem regras sociais, mas será que exatamente por conta dessa liberdade temos o direito de sermos desrespeitosos e mal educados? Será que porque temos que conviver com essas pessoas temos o direito de mostrarmos nossa contrariedade e mal humor?

Uma criança, supostamente, não escolhe de quem será filha, mas crescendo é naturalmente convidada a aprender e melhorar seu comportamento. Uma vez, ouvi um amigo dizer que quando crescemos podemos ou não abrir mão de uma herança maligna. O que significa que, tendo consciência, não devemos mais nos esconder atrás de comportamentos negativos de nossos pais e familiares. Podemos dizer não a algo que vem conosco de berço. Podemos mudar. E muitas vezes é esse o grande convite da nossa encarnação.

Felizmente, muitas histórias não precisam terminar em separação e ranger de dentes. Podemos construir amor em nossas vidas, podemos encontrar outras pessoas e criar um novo núcleo familiar, podemos viver da forma que desejarmos viver, porém, seja qual for o tipo de sua família, pode ter certeza que os desafios da convivência continuarão a bater em sua porta. Pode ser que você deseje morar sozinho para se proteger da intimidade complicada, mas se assim for, outros núcleos passarão a incomodar você. Quem não tem que conviver com pessoas diferentes no trabalho? Nos estudos? Ou até mesmo na academia?

A vida vai juntando as pessoas justamente porque precisamos da experiência de lidar com o outro e com os desafios que ele nos trás.

Os filhos também não vêm prontos. Quem já teve filhos, sabe muito bem que cada pessoa é um universo; crianças criadas numa mesma casa, com os mesmos pais podem ser completamente diferentes. E essas diferenças costumam se mostrar já quando são bebês. E isso é natural porque somos almas que vêm para este plano de existência com suas histórias e seus desafios. Porém, ninguém vem totalmente pronto. Todos nascemos para nos aprimorar.

Se você não está muito bem em sua casa pense no que pode ser feito para melhorar a convivência, já que nem sempre é possível sair e fechar a porta atrás de si. Será que ficar mais em silêncio não ajudaria? Será que sublimar certas provocações também não seria saudável?

Com certeza, em alguns momentos você pode ter razão e até sentir necessidade de afirmar seu ponto de vista, mas muitas vezes vale muito mais deixar as situações passarem e se dissolverem por si mesmas. Como diz Sai Baba: "Você quer ser feliz ou ter razão?"

Confira os ensinamentos e meditações curativas que Maria Silvia ensina participando de um dos seus grupos.Venha participar do seu Grupo de Meditação Dinâmica que acontece todas as quartas-feiras no seu espaço em São Paulo. Venha ouvir pessoalmente as canalizações.
Texto revisado por: Cris

por Maria Silvia Orlovas - morlovas@terra.com.br
Maria Silvia Orlovas é uma forte sensitiva que possui um dom muito especial de ver as vidas passadas das pessoas à sua volta e receber orientações dos seus mentores.
Me acompanhe no Twitter
E-mail:morlovas@terra.com.br
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Texto publicado no Site STUM: http://somostodosum.ig.com.br/clube/c.asp?id=19882

Clarice Lispector

Estou atrás do que fica atrás do pensamento.
Inútil querer me classificar: eu simplesmente escapulo.

Gênero não me pega mais.

Além do mais, a vida é curta demais para eu ler todo o grosso dicionário a fim de por acaso descobrir a palavra salvadora.

Entender é sempre limitado.

As coisas não precisam mais fazer sentido.
Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é possível fazer sentido.

Eu não: quero é uma verdade inventada.

Porque no fundo a gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..


Clarice Lispector

Gesto de Doação - Campanha: Câncer Infantil

Gesto de Doação

Campanha: Câncer Infantil

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Os padrões de beleza em xeque

SEM RETOQUES
Os padrões de beleza em xeque
Fotografia foi tema da colunista Martha Medeiros e provocou polêmica entre leitores de Zero Hora

Uma dobrinha de gordura vem provocando um debate ao redor do mundo sobre relações entre corpo e imagem – com a participação animada também dos homens, que em tese não se importam com isso.

A dobrinha em questão é a da modelo Lizzie Miller, que figura em uma imagem discreta na página 194 da revista de moda Glamour, com uma barriguinha que foge do padrão subsaariano exigido das atuais modelos – e tem sido elogiada justamente por isso.

A foto foi tema da colunista de ZH Martha Medeiros na edição de ontem e provocou uma enxurrada de comentários no blog da escritora e um grande número de e-mails.

– O que me impressionou foi a grande quantidade de homens que escreveram para dizer que se espalhou uma ideia falsa de que eles exigem mulheres perfeitas. Acho ótima essa discussão, levantada pela imagem de uma garota linda, confortável com ela mesma e com uma imagem saudável – disse Martha.

A garota em questão – 20 anos, 1m79cm e 79 quilos – declarou em entrevista ao jornal britânico The Guardian que se entristece por ser qualificada como modelo “tamanho grande”.

– Praticamente toda foto em revista ou anúncio é manipulada... Não acho que o público entenda quanta fumaça e espelhos são utilizados para fazer as mulheres ficarem daquele jeito – disse a modelo.

Alguns comentários aprovaram a valorização de um corpo mais “real” em um editorial de moda. Outros apontaram que a barriguinha talvez fosse muito grande para alguém de apenas 20 anos.

O fato é que a discussão sobre o tem sido recorrente, e o exemplo de Lizzie é só o mais recente em uma cadeia de experimentações que fogem do padrão esguio/famélico da indústria do visual.

Em abril, a edição francesa da revista Elle reuniu em um ensaio atrizes e modelos europeias como Sophie Marceau, Monica Bellucci, Eva Herzigova, Charlotte Rampling e Anne Parilaud, todas sem maquiagem ou retoques no programa Photoshop – iniciativa que teve grande repercussão.

– Costumo dizer que essas moças são operárias da moderna indústria da imagem, asfixiadas pela exigência do mercado que representam. Assim como o operário do modelo capitalista industrial era a massa de músculos exaurida por horas, a indústria da moda opera com a mesma lógica hoje com a magreza – diz Ana Clara Torres Ribeiro, socióloga e professora da UFRJ.
ZERO HORA.com

A mulher da página 194

A mulher da página 194
Martha Medeiros

Ela é loira e linda. Tem 20 anos. Modelo profissional. Saiu na última edição da revista americana Glamour ilustrando uma reportagem sobre auto-imagem, e foi o que bastou para causar um rebuliço nos Estados Unidos. A revista recebeu milhares de cartas e e-mails. Razão: a barriga saliente da moça. Teor das mensagens: alívio. Uma mulher com um corpo real.

Não sei se Lizzie Miller, que ficou conhecida como a mulher da página 194, já teve filhos, mas é pouco provável, devido à idade que tem.

No entanto, quem já teve filhos conhece bem aquela dobrinha que se forma ao sentar. E mesmo quem não teve conhece também, bastando para isso pesar um pouco mais do que 48 quilos, que é o que a maioria das tops pesa. Lizzie não é um varapau — atua no mercado das modelos “plus size”, ou seja, de tamanhos grandes. Veste manequim 42, um insulto ao mundo das anoréxicas.

A foto me despertou sentimentos contraditórios. Por mais que estejamos saturados dessa falsa imagem de perfeição feminina que as revistas promovem, há que se admitir: barriga é um troço deselegante. É falso dizer que protuberâncias podem ser charmosas. Não são.

Só que toda mulher possui a sua e isso não é crime, caso contrário, seríamos todas colegas de penitenciária. Sem photoshop, na beira da praia, quase ninguém tem corpaço, a não ser que estejamos nos referindo a volume. Se estivermos falando de silhueta de ninfa, perceba: são três ou quatro entre centenas. E, nesse aspecto, a foto de Lizzie Miller serve como uma espécie de alforria. Principalmente porque ela não causa repulsa, ao contrário, ela desperta uma forte atração que não vem do seu abdômen, e sim do seu semblante extremamente saudável. É saúde o que essa moça vende, e não ilusão.

Um generoso sorriso, dentes bem cuidados, cabelos limpos, segurança, satisfação consigo próprio, inteligência e bom humor: é isso que torna um homem ou uma mulher bonitos. Aquelas meninas magérrimas que ilustram editoriais de moda, quase sempre com cara de quem comeu e não gostou (ou de quem não comeu, mas gostaria), são apenas isso: magérrimas. Não parecem pessoas felizes. Lizzie Miller dá a impressão de ser uma mulher radiante, e se isso não é sedutor, então rasgo o diploma de Psicologia que não tenho. Ela merecia estar na primeira página, mas, mesmo tendo sido publicada na 194, roubou a cena.

* Texto publicado na página 02 da Zero Hora – 02/09/09

Glamour

Music

Lullaby
Justin Timbarlake
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The Cure
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Rio de Janeiro 2016!

É isso aí, Rio de Janeiro 2016!
Apesar dos malas de plantão dizendo que não dava, que o Rio de Janeiro nunca poderia receber uma sede de Jogos Olímpicos, mostramos que podemos.
Mostramos com o sucesso do Pan do Rio de Janeiro em 2007 e vamos repetir em 2016.
Lembrem-se cariocas, a vitória é nossa!

VIVA AO RIO DE JANEIRO!
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