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Pensamento


"Uma coisa não é justa porque é lei; mas deve ser lei porque é justa"
Montesquieu
(Charles-Louis de Secondat, político, filósofo e escritor francês, 1689-1755)

Atalhos

Atalhos
Martha Medeiros
Livro Divã


Quanto tempo a gente perde na vida? Se somarmos todos os minutos jogados fora, perdemos anos inteiros. Depois de nascer, a gente demora pra falar, demora pra caminhar, aí mais tarde demora pra entender certas coisas, demora pra dar o braço a torcer. Viramos adolescentes teimosos e dramáticos. Levamos um século para aceitar o fim de uma relação, e outro século para abrir a guarda para um novo amor, e já adultos demoramos para dizer a alguém o que sentimos, demoramos para perdoar um amigo, demoramos para tomar uma decisão. Até que um dia a gente faz aniversário. 37 anos. Ou 41. Talvez 48. Uma idade qualquer que esteja no meio do trajeto. E a gente descobre que o tempo não pode continuar sendo desperdiçado. Fazendo uma analogia com o futebol, é como se a gente estivesse com o jogo empatado no segundo tempo e ainda se desse ao luxo de atrasar a bola pro goleiro ou fazer tabelas desnecessárias. Que esbanjamento. Não falta muito pro jogo acabar. É preciso encontrar logo o caminho do gol.


Sem muita frescura, sem muito desgaste, sem muito discurso. Tudo o que a gente quer, depois de uma certa idade, é ir direto ao assunto. Excetuando-se no sexo, onde a rapidez não é louvada, pra todo o resto é melhor atalhar. E isso a gente só alcança com alguma vivência e maturidade.


Pessoas experientes já não cozinham em fogo brando, não esperam sentados, não ficam dando voltas e voltas, não necessitam percorrer todos os estágios. Queimam etapas. Não desperdiçam mais nada.


Uma pessoa é sempre bruta com você? Não é obrigatório conviver com ela.


O cara está enrolando muito? Beije-o primeiro.


A resposta do emprego ainda não veio? Procure outro enquanto espera.


Paciência só para o que importa de verdade. Paciência para ver a tarde cair. Paciência para sorver um cálice de vinho. Paciência para a música e para os livros. Paciência para escutar um amigo. Paciência para aquilo que vale nossa dedicação.
Pra enrolação...atalho.

Confidências

Confidências

Existem pais que se esmeram na educação dos seus filhos. Não perdem nenhuma chance. As mínimas coisas, os menores acontecimentos são motivo de ensinamento.

Lemos recentemente o depoimento de um executivo muito bem sucedido.
Ele teve o prazer de ouvir da boca de um amigo: Gosto muito de vir à sua casa. É um lugar onde posso dizer tudo o que quero, com a certeza de que você não passará adiante.
Confessava o executivo que o elogio cabia muito mais à sua mãe do que a ele próprio.
Recordava-se de que, quando tinha mais ou menos oito anos de idade surpreendeu uma amiga de sua mãe em confidências com ela.
Tudo se deu mais ou menos assim. Ele brincava do lado de fora da janela aberta da sala, enquanto ambas conversavam. A senhora em questão, pesarosa, revelava à sua mãe coisas muito íntimas e sérias a respeito de seu filho.
Como toda criança, ele aguçou os ouvidos o quanto pôde para não perder nenhuma vírgula do relato. E quanto mais baixava a voz a confidente, mais ele estendia as antenas da audição.
Quando a visitante saiu, sua mãe, que percebera que ele tudo ouvira, o chamou e lhe disse:
Meu filho, se a Sra. Silva tivesse deixado a sua bolsa aqui, hoje, nós a daríamos a outra pessoa?
Prontamente, ele respondeu:
Claro que não!
A mãe prosseguiu:
Pois o que a Sra. Silva deixou hoje aqui é uma coisa muito mais preciosa do que a sua bolsa. Ela nos contou uma história cuja divulgação poderá prejudicar muita gente.
Da mesma forma que a bolsa, ela não nos pertence. Por isso, não a podemos transmitir a ninguém. Não a daremos a quem quer que seja. Você compreendeu?
O garoto assentiu com a cabeça. E a lição lhe serviu para a vida. Ele cresceu, cultivando o respeito a confidências de que fosse, eventualmente, o ouvinte.
E até mesmo a bisbilhotices, fofocas que um amigo, cliente ou conhecido lhe trouxesse e deixasse em sua sala. Ali mesmo elas morriam. O que lhe valeu o respeito e a confiança de muitos.
Concluía o executivo dizendo que, por vezes, ao se surpreender prestes a passar adiante alguma coisa alhures ouvida, imediatamente lembrava-se da bolsa da Sra. Silva e fechava a boca.
A vida é feita de oportunidades. A educação no lar é de precioso quilate. Por ser informal, isto é, não obedecer a rígido currículo, mas se valer das chances que surjam no dia a dia, devem os pais se mostrar sempre atentos, não deixando escapar momento algum propício à edificação.
Quem investe hoje na educação do filho, pode guardar a certeza de que ele poderá partir para longe, singrar os mares, voar pelo mundo, alçar o voo da notoriedade, mas as lições profundas recebidas no lar permanecerão como roteiro de vida.
Não há quem não recorde, em momento especial de sua vida, as lições que recebeu no berço. Os gestos, as atitudes, as palavras dos pais permanecem vivas, apesar e além do tempo.
Basta que nos demos conta do que se passa conosco mesmos, que já abandonamos o colo dos pais há alguns anos.
Não são os seus exemplos e suas orientações que nos norteiam em muitas decisões?
E quantas vezes nos surpreendemos a dizer: Mamãe tinha razão. Bem dizia meu pai.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. A bolsa, do livro E,
para o resto da vida, de Wallace Leal Rodrigues, ed. O clarim, em 19.07.2010.
Site: http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2672&stat=0

Pensamento

"A morte não é a maior perda da vida. A maior perda da vida é o que morre dentro de nós enquanto vivemos."

Norman Cousins

Por que me cobro tanto?

Por que me cobro tanto?por Maria Silvia Orlovas - morlovas@terra.com.br

Você já parou para se perguntar por que você se cobra tanto?

Tenho visto muita gente pesada, sofrida por conta da autocobrança. Pessoas que se exigem demais, que sempre estão olhando suas falhas e querendo repará-las, fazer melhor. Até aí, tudo bem. O problema é quando surge a culpa.

Claro que todos nós temos responsabilidades sob nossas ações, escolhas e atitudes, mas de nada adianta ficarmos presos à culpa e punição. A culpa nos mantém estagnados, não nos deixa caminhar e mesmo que a vida traga coisas novas e boas, quando estamos embalados nessa energia não conseguimos ver, porque não nos abrimos. E às vezes até achamos que não merecemos.

Nem sempre essas reações são racionais ou lúcidas. Esses sentimentos restritivos e punitivos podem gerar condicionamentos inconscientes. Energias que estão em nosso corpo sutil e que desafetos espirituais se alimentam da nossa forma negativa de pensar e agir. Por isso, temos que nos amar e ter coragem de fazer uma auto-análise profunda mas, ao mesmo tempo, positiva.

A culpa gera o sentimento de que somos responsáveis por tudo o que estamos vivendo e, às vezes, somos mesmo, mas em seguida a culpa nos coloca como vítimas e impotentes. Assim, o que fizemos de ruim fica preso no tempo e espaço sem solução. Ficamos energeticamente estagnados. Por isso, sempre sugiro aos meus clientes que têm a tendência a serem pesados no autojulgamento, para não se culparem tanto.
Ok! Tive uma atitude errada, fui egoísta, menti... Mas e daqui para frente? Posso mudar?
Precisamos ter luz para sair dos nossos estados infernais.

Pois é, amigo leitor, pode acreditar que criamos nossos infernos. O lado bom de tudo isso é que se podemos criar um inferno, também podemos criar um céu. Por que não?

Mas, para uma criação positiva, precisamos ver nossas sombras e examinar com coragem nossos comportamentos. Devemos ficar atentos às nossas atitudes, com a forma que tratamos as pessoas, com nossa cara feia e até com nosso silêncio. Afinal, o que estamos guardando dentro de nós?

Por que ficamos deprimidos? Que tipo de energia está vibrando em nós quando adoecemos?

Nem sempre é por causa do mundo externo, nem a nossa família, por mais difícil que ela seja. Porque muita gente, com família difícil e problemas financeiros, deu a volta por cima. Muita gente todos os dias reescreve sua história. Por que não você?

Elizabeth estava arrasada porque depois de 20 anos de casamento o marido fora embora. Ela se sentia acabada e julgava que era culpada por tudo o que estava vivendo, pois sempre soube que o marido era egoísta e inconstante e, mesmo assim, dedicou-se a ele.

Seu inconsciente mostrou cenas escuras, dores e as imagens de vidas passadas trouxeram uma criança abandonada que seguiu a vida como mendiga se defendendo do mundo. Nitidamente, uma prisão de sofrimento. Expliquei para ela que o caminho da cura é se abrir, meditar e aceitar o novo. Mas, além do trabalho mental de efetivamente vigiar seus pensamentos e mudar sua forma de ver a vida, é preciso também fazer exercícios, caminhar, respirar ar puro para motivar o corpo a aceitar um jeito novo de viver.

Cada um tem sua receita e, justamente por isso, recomendo a participação em grupos, na socialização, pois nesses encontros e vivências, mudamos mais rapidamente nossa energia e nos abrimos para o outro.

Confira outros segredos acessando meu Blog: http://mariasilviaporlovas.blogspot.com/
Confira os ensinamentos e meditações curativas que Maria Silvia ensina participando de um dos seus grupos.
Venha participar do seu Grupo de Meditação Dinâmica que acontece todas as quartas-feiras no seu espaço em São Paulo. Venha ouvir pessoalmente as canalizações.

por Maria Silvia Orlovas - morlovas@terra.com.br
Maria Silvia Orlovas é uma forte sensitiva que possui um dom muito especial de ver as vidas passadas das pessoas à sua volta e receber orientações dos seus mentores.


Texto publicado no site STUM: http://somostodosum.ig.com.br/clube/c.asp?id=22805

Ensaio sobre a amizade

Ensaio sobre a amizade

"Nesta página, hoje, sem razão especial
nem data marcada, estou homenageando
aqueles que têm estado comigo seja
como for, para o que der e vier"


Que qualidade primeira a gente deve esperar de alguém com quem pretende um relacionamento? Perguntou-me o jovem jornalista, e lhe respondi: aquelas que se esperaria do melhor amigo. O resto, é claro, seriam os ingredientes da paixão, que vão além da amizade. Mas a base estaria ali: na confiança, na alegria de estar junto, no respeito, na admiração. Na tranqüilidade. Em não poder imaginar a vida sem aquela pessoa. Em algo além de todos os nossos limites e desastres.

Talvez seja um bom critério. Não digo de escolha, pois amor é instinto e intuição, mas uma dessas opções mais profundas, arcaicas, que a gente faz até sem saber, para ser feliz ou para se destruir. Eu não quereria como parceiro de vida quem não pudesse querer como amigo. E amigos fazem parte de meus alicerces emocionais: são um dos ganhos que a passagem do tempo me concedeu. Falo daquela pessoa para quem posso telefonar, não importa onde ela esteja nem a hora do dia ou da madrugada, e dizer: "Estou mal, preciso de você". E ele ou ela estará comigo pegando um carro, um avião, correndo alguns quarteirões a pé, ou simplesmente ficando ao telefone o tempo necessário para que eu me recupere, me reencontre, me reaprume, não me mate, seja lá o que for.

Mais reservada do que expansiva num primeiro momento, mais para tímida, tive sempre muitos conhecidos e poucas, mas reais, amizades de verdade, dessas que formam, com a família, o chão sobre o qual a gente sabe que pode caminhar. Sem elas, eu provavelmente nem estaria aqui. Falo daquelas amizades para as quais eu sou apenas eu, uma pessoa com manias e brincadeiras, eventuais tristezas, erros e acertos, os anos de chumbo e uma generosa parte de ganhos nesta vida. Para eles não sou escritora, muito menos conhecida de público algum: sou gente.

A amizade é um meio-amor, sem algumas das vantagens dele mas sem o ônus do ciúme – o que é, cá entre nós, uma bela vantagem. Ser amigo é rir junto, é dar o ombro para chorar, é poder criticar (com carinho, por favor), é poder apresentar namorado ou namorada, é poder aparecer de chinelo de dedo ou roupão, é poder até brigar e voltar um minuto depois, sem ter de dar explicação nenhuma. Amiga é aquela a quem se pode ligar quando a gente está com febre e não quer sair para pegar as crianças na chuva: a amiga vai, e pega junto com as dela ou até mesmo se nem tem criança naquele colégio.

Amigo é aquele a quem a gente recorre quando se angustia demais, e ele chega confortando, chamando de "minha gatona" mesmo que a gente esteja um trapo. Amigo, amiga, é um dom incrível, isso eu soube desde cedo, e não viveria sem eles. Conheci uma senhora que se vangloriava de não precisar de amigos: "Tenho meu marido e meus filhos, e isso me basta". O marido morreu, os filhos seguiram sua vida, e ela ficou num deserto sem oásis, injuriada como se o destino tivesse lhe pregado uma peça. Mais de uma vez se queixou, e nunca tive coragem de lhe dizer, àquela altura, que a vida é uma construção, também a vida afetiva. E que amigos não nascem do nada como frutos do acaso: são cultivados com... amizade. Sem esforço, sem adubos especiais, sem método nem aflição: crescendo como crescem as árvores e as crianças quando não lhes faltam nem luz nem espaço nem afeto.

Quando em certo período o destino havia aparentemente tirado de baixo de mim todos os tapetes e perdi o prumo, o rumo, o sentido de tudo, foram amigos, amigas, e meus filhos, jovens adultos já revelados amigos, que seguraram as pontas. E eram pontas ásperas aquelas. Agüentei, persisti, e continuei amando a vida, as pessoas e a mim mesma (como meu amado amigo Erico Verissimo, "eu me amo mas não me admiro") o suficiente para não ficar amarga. Pois, além de acreditar no mistério de tudo o que nos acontece, eu tinha aqueles amigos. Com eles, sem grandes conversas nem palavras explícitas, aprendi solidariedade, simplicidade, honestidade, e carinho.

Nesta página, hoje, sem razão especial nem data marcada, estou homenageando aqueles, aquelas, que têm estado comigo seja como for, para o que der e vier, mesmo quando estou cansada, estou burra, estou irritada ou desatinada, pois às vezes eu sou tudo isso, ah!, sim. E o bom mesmo é que na amizade, se verdadeira, a gente não precisa se sacrificar nem compreender nem perdoar nem fazer malabarismos sexuais nem inventar desculpas nem esconder rugas ou tristezas. A gente pode simplesmente ser: que alívio, neste mundo complicado e desanimador, deslumbrante e terrível, fantástico e cansativo. Pois o verdadeiro amigo é confiável e estimulante, engraçado e grave, às vezes irritante; pode se afastar, mas sabemos que retorna; ele nos agüenta e nos chama, nos dá impulso e abrigo, e nos faz ser melhores: como o verdadeiro amor.

Lya Luft é escritora
Imagem: Atômica Studio
veja on-line
Edição 1962,

Música

video

Oasis, Falling Down

Summer sun that blows my mind
Is falling down on all that I've ever known
In time we'll kiss the world goodbye
Falling down on all that I've ever known
Is all that I've ever known

A dying scream makes no sound
Calling out to all that I've ever known
Here am I, lost and found
Calling out to all

We live a dying dream
If you know what I mean
All that I've ever known
It's all that I've ever known
Catch the wheel that breaks the butterfly
I cry the rain that fills the ocean wide
I tried to talk with God to no avail
Called him up in-and-out of nowhere
Said "If you won't save me, please, don't waste my time"

Catch the wheel that breaks the butterfly
I cry the rain that fills the ocean wide
I tried to talk with God to no avail
Called him up in-and-out of nowhere
Said "If you won't save me, please, don't waste my time"

Summer sun that blows my mind
Is falling down on all that I've ever known
In time we'll kiss the world goodbye
Falling down on all that I've ever known
Is all that I've ever known

Impulso

Impulso

"Se impulso fosse garantia de sucesso, o mundo seria dos cangurus".

Decisões tomadas por impulso são as que mais parecem certas. Mas infelizmente, pessoas e empresas conhecem na pele os desastres causados por elas. Mas... Sem impulso, nenhuma ave levanta vôo. Sem impulso, nenhum avião decola. Nenhuma bola atravessa o gol.

Por outro lado, nada é mais perigoso para a felicidade e a prosperidade do que decisões tomadas sem pensar.

Veja só:

Quando um jogador vai bater um pênalti, o que ele faz? Fica ao lado da bola e sai como um louco pra dar um chute na hora em que o juiz apita...
O jogador e-s-p-e-r-a.... Respira fundo... Anda para trás um pouco, d-e-v-a-g-a-r ... o-l-h-a para a barreira... o-l-h-a para o gol... Deixa a torcida rezando... Calibra a força... , respira fundo novamente... Foca... Calcula o ângulo e...num impulso poderoso arrancar gritos da galera....Chuta!

Existe uma razão para o jogador fazer tudo isso porque se ele seguir esse ritual, tem 1 chance em 4 de fazer o gol . Caso contrário tem 1 chance em 105 (sim, eu disse cento e cinco!)... E estaria fora...

A mesmíssima coisa acontece em sua vida. Cada decisão importante é um pênalti que você chutará para o gol. O que você prefere: 25% de chance de dar certo ou somente 0,95%? Use-os a seu favor.

Ninguém deve tomar uma decisão importante, antes de parar - Focar e só então, decidir.. o impulso é a última ação, jamais a primeira. Impulso serve para impulsionar, não para decidir. Quando os impulsos nos controlam, engordamos por comer tudo o que temos impulso em comer, ficamos sem dinheiro por comprar tudo o que temos o impulso em comprar e nos complicamos por fazer escolhas das quais nos arrependemos por muito tempo.

Mas existe um truque para usar o impulso, sem ser usado por ele. Simplesmente, inverta sua sequência de ações, aplicando o impulso depois, bem depois, da sua decisão, jamais antes.

Como diz o ditado, "se impulso fosse garantia de sucesso, o mundo seria dos cangurus".

Nunca imaginei um dia

Nunca imaginei um dia
Martha medeiros
Revista O Globo
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