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Máscaras

Gilbert B. Lazan

Cada vez que ponho uma máscara para esconder minha realidade, fingindo ser o que não sou, faço-o para atrair o outro e logo descubro que só atraio a outros mascarados distanciando-me dos outros devido a um estorvo:

- A máscara.

Faço-o para evitar que os outros vejam minhas debilidades e logo descubro que, ao não verem minha humanidade, os outros não podem me querer pelo que sou, senão pela máscara.

Faço-o para preservar minhas amizades e logo descubro que, quando perco um amigo, por ter sido autêntico, realmente não era meu amigo, e, sim, da máscara.

Faço-o para evitar ofender alguém e ser diplomático e logo descubro que aquilo que mais ofende às pessoas, das quais quero ser mais íntimo, é a máscara.

Faço-o convencido de que é melhor queposso fazer para ser amado e logo descubro o triste paradoxo;o que mais desejo obter com minhas máscaras é, precisamente, o que não consigo com elas.

Quando nos damos conta de que o modo como nos relacionamos com as pessoas cedo ou tarde será o mesmo com que elas responderão aos nossos estímulos, podemos decidir se queremos seguir mascarados ou deixar que os outros nos vejam como realmente somos.

Palavras de Amizade

Palavras de Amizade

"Censura teus amigos particularmente, e louva-os em público”.
Públio Siro

"Meu Deus protegei-me de meus amigos! Dos meus inimigos eu me encarregarei”.
Voltaire
"Enquanto fores feliz contarás muitos amigos; quando o tempo se tornar nublado estarás só”.
Ovídio
"Ama teu vizinho, mas não derrubes tua cerca”.
G. Herbert

"Quanto mais cedo você fizer novos amigos, mais cedo terá velhos amigos”.
Eric Berne
"Não escolhas para amigo um homem de mau caráter”.
Talmud
"Amigo é quem o é no infortúnio”.
Do Panchatantra

"O inimigo mais terrível é aquele que já foi nosso amigo, pois conhece as nossas fraquezas”.
Fernando Guimarães

"O maior herói é aquele que faz do inimigo um amigo”.
Talmud

"Todas as glórias deste mundo não valem um amigo fiel”.
Voltaire

"Na prosperidade nossos amigos no conhecem; na adversidade nós conhecemos nossos amigos”.
Collins
"A amizade é como uma gota de mercúrio: é preciso manter a mão aberta para retê-la. Se a fecharmos, ela escapa”.
Luis Fernando Franco
"Aquilo que nos agrada em nossos amigos é a atenção que eles nos dedicam”.Tristan Bernard

"A amizade multiplica as coisas boas e divide as más”.
Gracián
"Desconfio do respeito de um homem para com seu amigo ou sua bandeira quando não o vejo respeitar o inimigo ou a bandeira deste”.
José Ortega Y Gasset

"O amor é cego; a amizade fecha os olhos”.
B. Pascal
"Os amigos são parentes que a gente mesmo arranja”.
Eustache Dechamps
"A Bíblia nos ensina a amar o próximo e também a amar nossos inimigos provavelmente porque eles em geral são as mesmas pessoas”.
Mark Twain
"A importância de ser e ter amigos se encontra na cumplicidade que há entre as pessoas, nessa ajuda recíproca que oferece segurança, apoio, nos momentos da vida em que mais precisamos e queremos ouvira voz que nos acalenta o espírito e ajuda-nos a enfrentar situações”.
Cristina Ferraresi

"A amizade é a afeição divina”.
Rose Bonheur

Perda dos Entes Queridos - Parte 1

por Guilhermina Batista Cruz - guilherminachaves@yahoo.com.br

A dor causada pela perda dos entes amados atinge a todos nós com a mesma intensidade. É a lei da vida a que estamos sujeitos. Quando nascemos, nossa única certeza absoluta no transcorrer da vida será a de que um dia morreremos. Não há como fugir a esta realidade.

A morte não faz parte de nossas preocupações imediatas. Vamos levando a vida sem pensarmos que um dia morreremos, aí, quando menos esperamos, ela nos bate à porta arrebatando-nos um ser amado e então, sentimo-nos impotentes diante dela e o pensamento de que ”nunca mais o verei”, aumenta mais nossa dor.

Algumas pessoas sentem com maior intensidade a perda do ente amado, demorando a se recuperar da dor pela partida daquele ente querido. Principalmente, se a morte ocorreu repentinamente, de uma forma brusca, como acontece em desastres ou através da violência. Existem também pais que perdem seus filhos em tenra idade, quando começavam a sonhar para eles um futuro promissor.

Com a perda vem a tristeza e a revolta: “Por que meu filho morreu tão cedo? Era preferível a morte ter me levado no lugar dele, pois já vivi muito enquanto ele não teve tempo de viver”, e por aí seguem tantas outras exclamações contra a partida daquele ser tão querido. Então, vem a procura, a busca de um consolo que possa realmente acalmar e levar um pouco de tranqüilidade ao espírito, e vem a indagação que tanta angústia traz ao coração: “Onde meu filho estará agora? Só queria saber se ele está bem, como se sente.”. Começa, então, a procura por notícias, o afã de saber o paradeiro daquele que se foi para nunca mais, segundo a visão acanhada que se tem de “vida” e de “morte”.

A possibilidade da comunicação com o ser querido leva muitas pessoas a desejarem, a todo custo, uma mensagem, uma palavra que possa proporcionar-lhes a aceitação do ocorrido ou que lhes minore a enorme saudade que sentem.

É muito gratificante, através do intercâmbio espiritual, sabê-los felizes, certificando-se, através de relatos deles próprios com detalhes de sua nova existência, que eles continuam ligados aos familiares pelos laços indestrutíveis das afeições sinceras.

No entanto, é necessário precaver-se contra a urgência desenfreada de se obter, a qualquer custo, principalmente em pouco tempo de desencarnação dos entes queridos, a comunicação tão desejada com o intuito de acalmar o coração saudoso.

Sabemos que a comunicação em pouco tempo de desencarne não é totalmente impossível, mas não é recomendável, visto o espírito encontrar-se num estado de adaptação a sua nova vida e de sentir-se ainda fortemente ligado às vibrações materiais. A precaução deve ser necessária, pois, no afã de obtê-las a qualquer custo, corre-se o risco de procurar-se meios indevidos para tais comunicações, que, não os colocando em sintonia com os seres amados, mais tempo os afastarão deles.

O cuidado é necessário, pois no desejo de obter-se a comunicação, a pessoa incauta pode ser vítima de mistificações de falsos médiuns, devendo por isso mesmo, certificar-se da idoneidade das pessoas para que tal comunicação se dê a contento.

A mediunidade não deve ser encarada como um dom nosso, e sim, um dom, a nós, dado por Deus, uma ferramenta de trabalho em benefício não só do próximo como do próprio médium, pois se bem utilizada é uma ponte para a evolução de nosso ser.

Mas a paciência para se obter a comunicação deve ser levada em conta, pois existem barreiras dos dois lados que podem adiar por um bom tempo o tão sonhado intercâmbio.

A desencarnação requer um período de adaptação ao mundo espiritual a que o espírito se submete com a ajuda de amigos espirituais abnegados. E se ele estiver ainda no estágio de adaptação, tais comunicações poderão mostrar-se inadequadas para o momento que ele atravessa, portanto, requerendo um período bem maior para que possa realizar-se com mais eficácia.

Em casos extremos, pode acontecer do desencarnado, ao ver o estado de sofrimento dos familiares com a sua partida, pedir aos espíritos responsáveis por sua adaptação ao mundo espiritual para ir acalmar-lhes os corações.

O tempo também é diferente entre as duas dimensões, ou seja, segundo os espíritos eles não sentem o tempo como nós, podendo um período de dois anos tornar-se um tempo longo para os familiares ao desejarem a comunicação, enquanto para os espíritos, levando-se em conta, principalmente, a evolução espiritual dos mesmos, ser um tempo bastante curto.

A comunicação mediúnica para atender irmãos desencarnados, sofredores ou não, requer um preparo todo especial para o seu desempenho, tanto na dimensão material quanto na espiritual. Desde cedo, os irmãos responsáveis para que tais comunicações se processem, já começam o preparo, com antecedência, dos médiuns que irão atender aos espíritos, baseando-se principalmente na sintonia espiritual existente entre encarnados e desencarnados, ligando cada espírito ao médium que melhor possa se adequar à comunicação.

Por isso não é fácil, para quem é médium, dar notícias desse ou daquele desencarnado para as pessoas que os procurem para obter a comunicação.

Muitas vezes, os espíritos dos entes queridos vêm nos visitar e nós não damos por isso, ou mesmo, durante o sono, nosso espírito vai se encontrar com o dele, vai visitá-lo, e não guardamos lembrança de nada, a não ser uma saudade, uma lembrança dele que não sabemos nem porque nos vem tão repentinamente.

O que sabemos através dos ensinamentos espirituais, é que todos nós ao fecharmos nossos olhos para a vida material e nos transferirmos para a vida espiritual, ficaremos num sono, numa espécie de torpor, recebendo todo o amparo e ajuda de equipes espirituais para nos desfazermos das vibrações materiais com maior rapidez.

Então, esse período para o espírito é de fundamental importância, requer daqueles que ficaram, o amparo da prece e de vibrações de amor e de que seus sofrimentos não ultrapassem aquele da saudade, sem extrapolar para a revolta com os desígnios de Deus.

O importante é atentarmos que o desencarnado requer um tempo para se reconhecer. Muitas vezes eles não se sentem mortos, sentem-se como se estivessem num sonho; ficam sem entender o estado em que estão, sentem-se diferentes, não se enxergam sem o corpo físico e ficam desorientados.

Esse estado de perturbação acontece principalmente com quem desencarna de forma abrupta ou violenta, como costuma ser em casos de desastre. Mas, esses irmãos não ficam sozinhos nunca. É preciso que saibamos disso: os espíritos responsáveis por eles estão junto esperando que as vibrações materiais mais grosseiras se desfaçam, cuidando com todo o carinho para que eles possam se adaptar ao novo estado.
Parte 2


Texto revisado por Cris

Mensagem de Chico Xavier

Nasceste no lar que precisavas,
Vestiste o corpo físico que merecias,
Moras onde melhor Deus te proporcionou,
De acordo com teu adiantamento.
Possuis os recursos financeiros coerentes
Com as tuas necessidades, nem mais,
nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas.
Teu ambiente de trabalho é o que elegeste
espontaneamente para a tua realização.
Teus parentes, amigos são as almas que atraíste,
com tua própria afinidade.
Portanto, teu destino está constantemente sob teu controle.
Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais,
buscas, expulsas, modificas tudo aquilo
que te rodeia a existência.
Teus pensamentos e vontade são a chave de teus atos e atitudes...
São as fontes de atração e repulsão na tua jornada vivência
Não reclames nem te faças de vítima.
Antes de tudo, analisa e observa.
A mudança está em tuas mãos.
Reprograma tua meta,
Busca o bem e viverás melhor.
Embora ninguém possa voltar atrás e
fazer um novo começo,
Qualquer Um pode Começar agora e fazer um Novo Fim.

Benção do Chico.

Viver

André Luiz

Cada qual de nós, seja onde for,
está sempre construindo a vida que deseja.
Existência é a soma de tudo o que fizemos de nós até hoje.
Toda melhoria que realizarmos em nós,
é melhoria na estrada que somos chamados a percorrer.
Toda idéia que você venha a aceitar influenciará seu espírito;
escolha os pensamentos do bem para orientar-lhe o caminho e o bem transformará sua vida numa cachoeira de bênçãos.
Se você cometeu algum erro não se detenha para lamentar-se;
raciocine sobre o assunto e retifique a falha havida porque somente assim,
a existência lhe converterá o erro em lição.
Muito difícil viver bem se não aprendemos a conviver.
A vida por fora de nós é a imagem daquilo que somos por dentro.
Viver é lei da natureza,mas a vida pessoal é a obra de cada um.
Toda vez que criticamos a experiência dos outros,
estamos apontando em nós mesmos os pontos fracos
que precisamos emendar em nossas próprias experiências.
Seu ideal é o seu caminho, tanto quanto seu trabalho é você.

Toque de fé

Meimei

Escuta a esperança,
no silêncio da própria alma
a falar-te de futuro e de amor...
Ergue-te e caminha.
Enxuga as lágrimas e fita os Céus.
Deus que te sustentou até ontem,
sustentará hoje e sempre.
A sombra vale para destacar a luz.
Surge a dor para aumentar a alegria.
Se provações te feriram, esquece.
Se desenganos te amargaram a existência,
não esmoreças.
Escuta a esperança,
no silêncio da própria alma,
a falar-te de futuro e de amor,
de beleza e eternidade
e transforma a bênção das horas
em riqueza de trabalho.
Olvida toda sombra,
à procura de mais luz e perceberás
que Deus está contigo,
em teu próprio coração,
a estender-te os braços abertos.

Espelho

Composição: João Nogueira / Paulo César Pinheiro

Nascido no subúrbio nos melhores dias
Com votos da família de vida feliz
Andar e pilotar um pássaro de aço
Sonhava ao fim do dia ao me descer cansaço
Com as fardas mais bonitas desse meu país
O pai de anel no dedo e dedo na viola
Sorria e parecia mesmo ser feliz

Eh, vida boa
Quanto tempo faz
Que felicidade!
E que vontade de tocar viola de verdade
E de fazer canções como as que fez meu pai (Bis)
Num dia de tristeza me faltou o velho
E falta lhe confesso que ainda hoje faz
E me abracei na bola e pensei ser um dia
Um craque da pelota ao me tornar rapaz
Um dia chutei mal e machuquei o dedo
E sem ter mais o velho pra tirar o medo
Foi mais uma vontade que ficou pra trás

Eh, vida à toa
Vai no tempo vai
E eu sem ter maldade
Na inocência de criança de tão pouca idade
Troquei de mal com Deus por me levar meu pai (Bis)
E assim crescendo eu fui me criando sozinho
Aprendendo na rua, na escola e no lar
Um dia eu me tornei o bambambã da esquina
Em toda brincadeira, em briga, em namorar
Até que um dia eu tive que largar o estudo
E trabalhar na rua sustentando tudo
Assim sem perceber eu era adulto já

Eh, vida voa
Vai no tempo, vai
Ai, mas que saudade
Mas eu sei que lá no céu o velho tem vaidade
E orgulho de seu filho ser igual seu pai
Pois me beijaram a boca e me tornei poeta
Mas tão habituado com o adverso
Eu temo se um dia me machuca o verso
E o meu medo maior é o espelho se quebrar (Bis)

Martha Medeiros

Grandes e pequenas mulheres
Martha Medeiros

Há mulheres de todos os gêneros. Histéricas, batalhadoras, frescas, profissionais, chatas, inteligentes, gostosas, parasitas, sensacionais. Mulheres de origens diversas, de idades várias, mulheres de posses ou de grana curta. Mulheres de tudo quanto é jeito. Mas se eu fosse homem prestaria atenção apenas num quesito: se a mulher é do tipo que puxa pra cima ou se é do tipo que empurra pra baixo.

Dizem que por trás de todo grande homem existe uma grande mulher. Meia-verdade. Ele pode ser grande estando sozinho também. Mas com uma mulher xarope ele não vai chegar a lugar algum.

Mulher que puxa pra cima é mulher que aposta nas decisões do cara, que não fica telefonando pro escritório toda hora, que tem a profissão dela, que o apóia quando ele diz que vai pedir demissão por questões éticas e que confia que vai dar tudo certo.

Mulher que empurra pra baixo é a que põe minhoca na cabeça dele sobre os seus colegas, a que tem acessos de carência bem na hora que ele tem que entrar numa reunião, a que não avaliza nenhuma mudança que ele propõe, a que quer manter tudo como está.

Mulher que puxa pra cima é a que dá uns toques na hora de ele se vestir, a que não perturba com questões menores, a que incentiva o marido a procurar os amigos, a que separa matérias de revista que possam interessá-lo, a que indica livros, a que faz amor com vontade.

Mulher que empurra pra baixo é a que reclama do salário dele, a que não acredita que ele tenha taco pra assumir uma promoção, a que acha que viajar é despesa e não investimento, a que tem ciúmes da secretária.

Mulher que puxa pra cima é a que dá conselhos e não palpite, a que acompanha nas festas e nas roubadas, a que tem bom humor.

Mulher que empurra pra baixo é a que debocha dos defeitos dele em rodinhas de amigos e que não acredita que ele vá mais longe do que já foi.

Se por trás de todo grande homem existe uma grande mulher, então vale o inverso também: por trás de um pequeno homem talvez exista uma mulherzinha de nada.

Fui Ajudá-lo Chorar

"Ainda que sejamos inábeis ao falar, se as nossas palavras forem ditas com amor, terão o poder de mover as pessoas."

Mokiti Okada
Fui Ajudá-lo Chorar

Como anda seu envolvimento com as outras pessoas?
Você é daqueles que se fecham em seus problemas, em suas dificuldades, nem sequer querendo saber se existe alguém à sua volta que precisa de ajuda? Ou você é daquelas almas que já consegue se envolver com as dores alheias, procurando diminuí-las, ou pelo menos não deixando que alguém sofra na solidão? Há uma certa passagem que pode ilustrar isso; passagem vivida pelo autor Leo Buscaglia, quando, certa vez, foi convidado a ser jurado de um concurso numa escola.
O tema da competição era: "a criança que mais se preocupa com os outros".
O vencedor foi um menino cujo vizinho – um senhor de mais de oitenta anos – acabara de ficar viúvo. Ao notar o velhinho no seu quintal, em lágrimas, o garoto pulou a cerca, sentou-se no seu colo e ali ficou por muito tempo.
Quando voltou para sua casa, a mãe lhe perguntou o que dissera ao pobre homem.
Nada – disse o menino – ele tinha perdido a sua mulher, e isso deve ter doído muito. Eu fui apenas ajudá-lo chorar.
A pureza do coração das crianças é sempre fonte de ensinamentos profundos.
Geralmente costumamos dizer que não estamos aptos a ajudar alguém, por não sermos capazes, ou porque sabemos tão pouco para consolar.
Para muitos, esta é uma posição de fuga, uma desculpa que encontramos para mascarar o egoísmo que ainda grita dentro de nossa alma, dizendo que precisamos primeiro cuidar de nós mesmos, e que os outros são menos importantes.
Para outros, isso reflete a falta de esclarecimento, pois precisamos compreender que todos temos capacidade de auxiliar.
Não nos preocupemos se não conhecemos palavras bonitas para dizer, ou se não podemos conceber uma saída miraculosa para uma dificuldade que alguém atravesse.
Nossa companhia, nosso ombro amigo, nosso dizer "estou aqui com você", são atitudes muito importantes. Muitas vezes, o que as pessoas precisam é de alguém para chorar ao seu lado, para estar ali, afastando o fantasma da solidão para longe, e não permitindo que os pensamentos depressivos tomem conta de seu senso. Outras vezes, mais importante que os conselhos, que as lições de moral, é o nosso abraço apertado, nosso tempo para ouvir o desabafo de alguém.
Não precisamos ter todas as respostas e soluções dos problemas do mundo em nossas mãos, para conseguir ajudar. Os verdadeiros heróis são aqueles que ofertam o que tem, o que sabem, e, mais do que tudo, ofertam seus sentimentos, suas lágrimas aos outros.
...............
Você sabia que não precisamos dizer "meus pêsames" às pessoas, quando enfrentam a morte de um ente querido? O dicionário nos diz que a palavra "pêsame", significa pesar pelo falecimento ou infortúnio de alguém, e assim sendo torna-se um termo muito pesado, já que aprendemos a compreender a morte, não como um desastre, um infortúnio, e sim uma passagem, uma mudança na vida daquele que parte, e daqueles que ficam.
Não nos preocupemos em ter algo para dizer.
Um abraço fala mais do que mil palavras.
Uma prece silenciosa é como uma brisa suave consolando os corações que passam por este momento.
Equipe do site http://www.momento.com.br/, com base no texto "Histórias para Pais, Filhos e Netos" de Paulo Coelho e em material do web site Etiqueta.zip.net

Avance sempre

Na vida as coisas, às vezes, andam muito devagar.
Mas é importante não parar.
Mesmo um pequeno avanço na direção certa já é um progresso, e qualquer um pode fazer um pequeno progresso.
Se você não conseguir fazer uma coisa grandiosa hoje, faça alguma coisa pequena.
Pequenos riachos acabam convertendo-se em grandes rios.
Continue andando e fazendo.
O que parecia fora de alcance esta manhã vai parecer um pouco mais próximo amanhã ao anoitecer se você continuar movendo-se para frente.
A cada momento intenso e apaixonado que você dedica a seu objetivo, um pouquinho mais você se aproxima dele.
Se você pára completamente é muito mais difícil começar tudo de novo.
Então continue andando e fazendo.
Não desperdice a base que você já construiu.
Existe alguma coisa que você pode fazer agora mesmo, hoje, neste exato instante.
Pode não ser muito mas vai mantê-lo no jogo.
Vá rápido quando puder.
Vá devagar quando for obrigado.
Mas, seja, lá o que for, continue.
O importante é não parar!!!

Autor desconhecido

A idade de ser feliz

Mário Quintana

Existe somente uma idade para a gente ser feliz, somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realizá-los a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.

Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo nem culpa de sentir prazer.

Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida à nossa própria
imagem e semelhança e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores e entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor.

Tempo de entusiasmo e coragem em que todo desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO, e quantas vezes for preciso.

Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se PRESENTE e tem a duração do instante que passa.

Maneiras de se dizer a mesma coisa

Certa vez um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes.
Ele acordou assustado e mandou chamar um sábio para que interpretasse seu sonho.
"Que desgraça, senhor!" - exclamou o sábio.
"Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade!"
"Mas que insolente!" - gritou o sultão.
"Como se atreve a dizer tal coisa?"
O sultão chamou os guardas e mandou que lhe dessem cem chicotadas.
Ordenou, em seguida, que chamassem outro sábio, para interpretar o mesmo sonho.
O outro sábio disse: "Senhor, uma grande felicidade vos está reservada!! O sonho indica que irá viver mais que todos os vossos parentes!"
A fisionomia do sultão iluminou-se e ele mandou dar cem moedas ao sábio.
Quando este saía do palácio, um cortesão perguntou: "Como é possível? A interpretação que você fez foi a mesma do seu colega e, no entanto, ele levou cem chicotadas e você moedas de ouro!"
"Lembre-se sempre, amigo," - respondeu o sábio - "que tudo depende da maneira de dizer as coisas. E esse é um dos grandes desafios da humanidade!
É daí que vem a felicidade ou a desgraça; a paz ou a guerra.
A verdade sempre deve ser dita, não resta a menor dúvida, mas a forma como ela é dita é que faz toda a diferença.
A verdade deve ser comparada a uma pedra preciosa: se a lançarmos no rosto de alguém, pode ferir, provocando revolta.
Mas se a envolvermos numa delicada embalagem e a oferecermos com ternura, certamente será aceita com facilidade."

Autor desconhecido


"A palavra branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira."
Salomão

"Se não se pode falar bem de uma pessoa, é melhor que não se diga nada."
Turnbull

Clarice Lispector

As Três Experiências


Há três coisas para as quais eu nasci e para as quais eu dou a minha vida. Nasci para amar os outros, nasci para escrever, e nasci para criar meus filhos. “O amar os outros” é tão vasto que inclui até o perdão para mim mesma com o que sobra. As três coisas são tão importantes que minha vida é curta para tanto. Tenho que me apressar, o tempo urge. Não posso perder um minuto do tempo que faz minha vida . Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca.

E nasci para escrever. A palavra é meu domínio sobre o mundo. Eu tive desde a infância várias vocações que me chamavam ardentemente. Uma das vocações era escrever. E não sei por que, foi esta que eu segui. Talvez porque para outras vocações eu precisaria de um longo aprendizado, enquanto que para escrever o aprendizado é a própria vida se vivendo em nós e ao redor de nós. É que não sei estudar. E, para escrever, o único estudo é mesmo escrever. Adestrei-me desde os sete anos de idade para que um dia eu tivesse a língua em meu poder. E no entanto cada vez que eu vou escrever, é como se fosse a primeira vez. Cada livro meu é uma estréia penosa e feliz. Essa capacidade de me renovar toda à medida que o tempo passa é o que eu chamo de viver e escrever.

Quanto aos meus filhos, o nascimento deles não foi casual. Eu quis ser mãe. Meus dois filhos foram gerados voluntariamente. Os dois meninos estão aqui, ao meu lado. Eu me orgulho deles, eu me renovo neles, eu acompanho seus sofrimentos e angústias, eu lhes dou o que é possível dar. Se eu não fosse mãe, seria sozinha no mundo. Mas tenho uma descendência, e para eles no futuro eu preparo meu nome dia a dia. Sei que um dia abrirão as asas para o vôo necessário, e eu ficarei sozinha: É fatal, porque a gente não cria os filhos para a gente, nós os criamos para eles mesmos. Quando eu ficar sozinha, estarei seguindo o destino de todas as mulheres.

Sempre me restará amar. Escrever é alguma coisa extremamente forte mas que pode me trair e me abandonar: posso um dia sentir que já escrevi o que é meu lote neste mundo e que eu devo aprender também a parar. Em escrever eu não tenho nenhuma garantia.

Ao passo que amar eu posso até a hora de morrer. Amar não acaba. É como se o mundo estivesse a minha espera. E eu vou ao encontro do que me espera.

Clarice Lispector

A Honra Também se Ensina

É comum, em nossos dias, ouvirmos reclamações por parte de pessoas que se sentiram desrespeitadas em seus direitos.

É o médico que marca uma hora com o paciente e o deixa esperando por longo tempo, sem dar satisfação.

É o advogado que assume uma causa e depois não lhe dá o encaminhamento necessário, deixando o cliente em situação difícil.

É o contador que se compromete perante a empresa em providenciar todos os documentos exigidos por lei e, passados alguns meses, a empresa é autuada por irregularidades que este diz desconhecer.

É o engenheiro que toma a responsabilidade de uma obra, que mais tarde começa a ruir, sem que este assuma a parte que lhe diz respeito.

É o político que promete mundos e fundos e, depois de eleito, ignora a palavra empenhada juntos aos seus eleitores.

Esses e outros tantos casos acontecem com freqüência nos dias atuais.
É natural que as pessoas envolvidas em tais situações, exponham a sua indignação junto à sociedade, e reclamem os seus direitos perante a justiça.

Todavia, vale a pena refletirmos um pouco sobre a origem dessa falta de honradez por parte de alguns cidadãos.

Temos de convir que todos eles passaram pela infância e, em tese, podemos dizer que não receberam as primeiras lições de honra como deveriam.

Quando os filhos são pequenos, não damos a devida atenção às suas más inclinações ou, o que é pior, as incentivamos com o próprio exemplo.
Se nosso filho desrespeita os horários estabelecidos, não costumamos cobrar dele uma mudança de comportamento.
Se prometem alguma coisa e não cumprem, não lhes falamos sobre a importância da palavra de honra.

Assim, a palavra empenhada não é cumprida, e nós não fazemos nada para que seja.
Ademais, há pais que são os próprios exemplos de desonra. Prometem e não cumprem. Dizem que vão fazer e não fazem. Falam, mas a sua palavra não tem o peso que deveria.

É importante que pensemos a respeito das causas antes de reclamar dos efeitos.
É imprescindível que passemos aos filhos lições de honradez.
Ensinar aos meninos que as irmãs dos outros devem ser respeitadas tanto quando suas próprias irmãs.
Que a palavra sempre deve ser honrada por aquele que a empenha.
Ensinar o respeito aos semelhantes, não os fazendo esperar horas e horas para só depois atender como que estivéssemos fazendo um grande favor.
Enfim, ensinar-lhes a fazer aos outros o que gostariam que os outros lhes fizessem, conforme orientou Jesus.

Pense nisso!

Não há efeito sem causa. Todo efeito negativo, tem uma causa igualmente negativa.
Por essa razão, antes de reclamar dos efeitos, devemos pensar se não estamos contribuindo com as causas, direta ou indiretamente.
Pensemos nisso!

Momento Espírita

Preconceito ou falta de ética?!?

:: Rosana Braga ::

Eram quatro naquela mesa... Conversavam animadamente. A certa altura, inevitável: começaram a falar sobre relacionamentos _ casamento, casos, traições...

Nem se eu quisesse conseguiria não escutar. Estava sentada bem ao lado, na mesa mais próxima, a menos de dois metros de distância, sozinha. E, confesso: o tema da discussão me interessava.

Era fácil perceber que ninguém ali tinha entre si qualquer ligação além de uma amizade circunstancial. Ela, uma mulher bonita, extravagantemente alegre, aproximadamente 40 anos, chamava a atenção por sua autenticidade. Ele, de idade equivalente, era notavelmente elegante. Seu olhar se esforçava para parecer seguro, mas pendia um pouco para o arrogante. Talvez apenas um excesso desnecessário.

Os outros dois – um homem e uma mulher um pouco mais jovens – comportavam-se mais como coadjuvantes no cenário em que se desenrolava o polêmico tema. Mas foi o homem mais jovem quem se atreveu a revelar primeiro: "casamento é complicado, difícil... Filho pequeno, menos de um ano, a mulher sempre ocupada... o jeito é ficar com as garotas pra agüentar o tranco!"...

Falou assim, como quem se redime de qualquer culpa, acreditando que sua justificativa fosse bastante plausível. A mulher mais nova quis saber: "você já saiu com a Queila, aquela do banco?"... E os detalhes iam sendo acrescentados aos casos, entre olhares espantados (dela) e empolgados (dele).

De repente, num instante que a mim pareceu, enfim, um mínimo de lucidez, ela – a mulher mais velha – inconformada, disparou a pergunta: "ô, cara! Você ainda acha divertido sacanear assim a sua mulher? Têm menos de 3 anos de casados, um filho que acabou de nascer e já se comporta desta maneira?!?"

Ao que o outro homem – o mais velho – saiu à defesa do amigo: "Poxa, Bel, o que tem contra os homens que ficam com outras garotas? Como você é preconceituosa!!!"

E ele estava falando sério! Deu-se o direito, inclusive, de se sentir indignado! Não era brincadeira... não era cinismo... não era piada de mal gosto!!! Ele estava realmente espantado com a inconformidade dela!

Tive que me segurar! Minha vontade era a de me levantar e dizer: "Opa!!! Tem alguma coisa errada! Acho que o senhor não sabe o significado das palavras 'preconceito' e 'ética'! Não são sinônimas!"...

Fiquei tão chocada com o comportamento dele que não consegui mais prestar atenção na conversa! Mergulhei num questionamento sobre o que anda acontecendo com os valores, a postura das pessoas, o posicionamento de cada um diante de um compromisso assumido e chamado de amor!

Preconceito, para mim, é subjugar alguém por causa de sua cor, raça, religião, opção sexual, doença ou deficiência, enfim, é discriminar as pessoas por questões que nada têm a ver com falta de caráter, de dignidade e de honra.

Agora, é preconceito não aceitar a traição?!? Será que se tornou preconceito também não aceitar atitudes como ferir e tripudiar sobre o outro? Não seria tudo isso uma escancarada e inadmissível falta de ética, de respeito e de honestidade?!?

Por favor, não estou dizendo que sou perfeita e nem que acho que as pessoas não sejam passíveis de cometerem erros! Cometemos, todos nós. Eu erro também, bem mais do que você talvez suponha! Mas peraí!!! Daí a chamar o espanto diante do erro de preconceito já é demais!!!

Já faz um tempo que venho me questionando sobre isso! Evito as generalizações a todo custo. Recuso-me, tanto quanto possível, não acreditar que todas as pessoas são iguais, mas me pego olhando para todos os lados e enxergando uma massa de pessoas que juram amor, mas traem, mentem, enganam.

Cheguei quase a duvidar de minha crença, perguntando a mim mesma: "será que trair não é tão errado assim?!?". Mas não posso concordar. Recebo, semanalmente, várias mensagens de pessoas sofrendo horrores por conta deste comportamento; sentindo-se destruídas, machucadas, profundamente feridas... Não pode ser certo!

E num momento de nova atenção à mesa ao lado, ouvi a mulher mais velha rebatendo, inflamada: "e se ela fizesse o mesmo com você?". Ao que os rapazes, como se tivessem combinado, responderam rapidamente: "ah, eu mato os dois!". E espantados consigo mesmos, entreolharam-se e riram.

Quer saber?!? Peço a Deus que me dê forças para continuar não traindo, porque isso só pode ser coisa de quem não tem a menor noção do que seja amor...

Rosana Braga é Escritora, Jornalista e Consultora em Relacionamentos Palestrante e Autora dos livros "Alma Gêmea - Segredos de um Encontro" e "Amor - sem regras para viver", entre outros.
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